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Ciro Gomes chama Lula e Bolsonaro de 'coisa ruim e coisa pior'

Candidato do PDT volta a dizer que petista e presidente adotam os mesmos modelos político e econômico

4 set 2022 - 17h32
(atualizado às 18h43)
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O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou neste domingo, 4, que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm o mesmo modelo de organizar a política e a economia. "São rigorosamente o mesmo", definiu o pedetista. 

"O sistema marcou para o povo brasileiro escolher entre o coisa ruim e o coisa pior. Por que? Porque os dois sendo pessoas diferentes, a gente sabe das coisas, qualquer bobo sabe que Lula e Bolsonaro são pessoas diferentes. Mas o modelo de organizar a economia e o modelo de organizar a política são rigorosamente o mesmo", afirmou Ciro durante caminhada no município de Alfenas, em Minas Gerais. 

Ciro Gomes durante o  primeiro debate presidencial
Ciro Gomes durante o primeiro debate presidencial
Foto: Renato Pizzutto/Band

O candidato citou políticas econômicas, como câmbio flutuante, superávit primário, meta de inflação, teto de gastos, política de preços da Petrobras e autonomia do Banco Central, para exemplificar as semelhanças de gestão entre os dois líderes nas pesquisas de intenção de voto ao Planalto.

"Isso são frases rápidas, mas são o resumo do modelo econômico. Pegue esse dicionário e aplique no Bolsonaro. Ele vai dizer 'sim, sim, 'sim, sim, sim'. Pegue esse dicionário e aplique no Lula. Ele vai dizer 'sim, sim, sim, sim, sim'", disse Ciro. "O mais grave de tudo é que Lula assumiu um compromisso formal de manter o Banco Central do Bolsonaro. É o Banco Central que define os juros", continuou, em crítica ao petista.

Estadão nas eleições 2022

    De acordo com Ciro, o juro no Brasil é "o maior do mundo" há 30 anos, o que resulta, segundo ele, em 66,6 milhões de pessoas "humilhadas" no SPC e 6 milhões de empresas, especialmente as micro e pequenas, "penduradas no Serasa".

    "Cada empresinha dessa é 2,3 empregos uma pela outra. Nós estamos falando de 12 a 18 milhões de empregos que estão com a faca no pescoço de ser fechado no Brasil", avaliou. Uma das propostas do candidato é limpar o nome sujo da população e dos negócios no SPC e no Serasa. Ciro também participou de uma caminhada com mulheres em Uberlândia (MG).

    Endividados

    O candidato do PDT afirmou, também, que se os endividados do Brasil prestarem atenção nas suas propostas de governo, ele estará eleito no primeiro turno.

    Ciro propõe renegociar as dívidas dos cidadãos com taxas de juros menores e prazos mais longos de pagamento. Isso faria parte de um programa a ser iniciado pelos bancos públicos, ao qual poderão aderir também os bancos privados. O dado consta em seu programa de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    "Nós temos a boa ideia. A boa ideia é o novo projeto nacional de desenvolvimento, que vai fazer a estrutura de poder do Brasil vir em socorro das famílias e das empresas humilhadas no endividamento, no SPC e no Serasa", afirmou em encontro com mulheres em Uberlândia (MG).

    Na avaliação de Ciro, apesar do cenário eleitoral polarizado, ainda há espaço de crescimento. "Hoje, se você pegar os indecisos, se você pegar quem está votando no Bolsonaro só porque não quer Lula e PT de volta e quem está votando no Lula só porque acha que ele é o único que vai derrotar o Bolsonaro, está mais da metade do povo. Portanto, está aí na mão", disse.

    Ele afirmou que o sistema brasileiro produziu a polarização e que "querem congelar" o retrato das pesquisas. "Todo mundo agora repete numa boca só [a polarização], e todos querem no sistema que a eleição já esteja resolvida de véspera. Eles esquecem, por exemplo, que em Minas Gerais, dez dias antes da eleição, ninguém ouviu falar num tal de [Romeu] Zema. Dez dias depois virou governador de Minas Gerais", exemplificou.

    O pedetista voltou a criticar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Lula só se lembra de 20 anos atrás e esquece que ele produziu a Dilma, a crise econômica, que os 66 milhões de negativados no SPC estão aí porque ele expandiu o crédito e aumentou o juro", cutucou.

     

    Estadão
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