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Ciro fala em virada e diz que Haddad não ganha de Bolsonaro

Candidato do PDT minimizou as pesquisas e disse que sua presença no segundo turno das eleições 2018 'é completamente possível'

5 out 2018 - 12h02
(atualizado às 15h41)
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Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto nas eleições 2018, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, minimizou seu desempenho nos levantamentos e disse nesta sexta-feira, 5, que "a virada é completamente provável" no pleito de domingo. Mirando uma vaga no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PSL), que lidera em todas as pesquisas, Ciro disse que o candidato do PT, Fernando Haddad, que aparece em segundo, "não tem energia e autoridade" para bater Bolsonaro.

Ciro Gomes durante campanha em São Paulo
 20/9/2018   REUTERS/Nacho Doce
Ciro Gomes durante campanha em São Paulo 20/9/2018 REUTERS/Nacho Doce
Foto: Reuters

As declarações de Ciro Gomes foram dadas no momento de sua chegada à favela da Rocinha, na zona sul do Rio, onde o pedetista realizou um ato de campanha mesmo debaixo de chuva. "Eu nunca perdi no meu lugar (Ceará), nunca, nenhuma vez, e tenho honra, felicidade e gratidão por isso. E o Haddad disputou a última eleição há menos de dois anos e perdeu para um farsante como o Doria (João Doria, do PSDB, candidato ao governo de São Paulo neste pleito) em todas as zonas de São Paulo. Ele não é má pessoa, eu não tenho nada contra a personalidade dele, mas ele não tem a energia, não tem a autoridade que é a marca para enfrentar essa onda fascista que quer tomar conta do Brasil", afirmou Ciro.

Para ele, ficar com a segunda vaga num eventual segundo turno é possível. "A virada é completamente provável. Está acontecendo o que aconteceu nas pesquisas nas eleições passadas. Nesse dia, nas eleições passadas, o segundo turno era entre Marina e Dilma, e evidentemente que a história foi outra", ponderou.

O candidato do PDT afirmou ainda que quem pretende votar em Jair Bolsonaro estará votando contra a democracia. "Nesse momento você tem 30% dos brasileiros votando contra a democracia, contra si mesmo. Essa é minha tarefa, buscar os outros 70% e tirar o Brasil dessa violência", sustentou.

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