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Aécio faz caminhada com Ronaldo e cita programa de governo

27 set 2014 15h16
| atualizado às 15h50
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O candidato à presidência da República Aécio Neves (PSDB) anunciou, na manhã deste sábado, em Osasco, na Grande São Paulo, sua proposta para o setor de habitação no País. “Quero reafirmar aqui o compromisso em fazer um enorme programa habitacional no Brasil focado na faixa de até três salários mínimos, onde não avançamos ao longo destes últimos anos. Tínhamos um déficit de 4 milhões de moradias e temos hoje em torno de 3,9 milhões”, disse, antes de participar de uma caminhada na cidade, acompanhado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-jogador Ronaldo Nazário.

Aécio disse também que seu programa de governo, que deve ser divulgado na próxima segunda-feira (29), tratará da questão do saneamento. “Quero reafirmar meu compromisso de desonerar as empresas de saneamento do PIS/Confins. É essencial que isso ocorra para que elas possam ter mais recursos para investir em uma das maiores carências sobretudo da população de mais baixa renda que é o saneamento básico. Seriam R$ 2 bilhões a mais em investimentos. Hoje, mais de 50% da população brasileira não tem saneamento adequado nas suas casas”, falou o candidato.

<p>O governador Geraldo Alckmin também participou da campanha neste sábado</p>
O governador Geraldo Alckmin também participou da campanha neste sábado
Foto: Marcos Fernandes / Divulgação

Ele falou que pretende diminuir pela metade o número de ministérios (atualmente são 39), citando que excluiria o Ministério da Pesca e criaria o Grande Ministério da Infraestrutura e o Super Ministério da Agricultura, e que pretende também profissionalizar a gestão pública, estabelecer metas de desempenho e combater a corrupção. “No meu governo, independente de partidos políticos, se alguém for pego cometendo qualquer irregularidade, não será tratado como herói nacional. Será tratado com o rigor da lei”.

O candidato concedeu entrevista a jornais da região de Osasco (SP) na sede da Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo. Durante a entrevista, ele respondeu questões sobre o fundo de participação de municípios, diploma para jornalistas, Petrobras, mobilidade urbana, reforma política e até sobre sua mãe.  Em seguida, ele partiu para outra caminhada em Carapicuíba e segue para Minas Gerais, onde se encontra com cafeicultores em Varginha.

Questionado por jornalistas, ele também comentou denúncia da revista 'Veja' desta semana, segundo a qual o ex-ministro Antonio Palocci teria pedido ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa R$ 2 milhões para a campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2010. Na época, Palocci coordenou a campanha de Dilma. “A denúncia é extremamente grave e é mais uma. É assustador o que está acontecendo no Brasil. A cada semana uma nova denúncia de corrupção. É claro que precisam ser comprovados. Mas quem diz isso não é a oposição, mas o diretor da empresa em delação premiada”, disse ele.

Agência Brasil Agência Brasil
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