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'Você trabalha ou só fica na escola?': professor viraliza com interações de alunos da Educação Infantil

Paulo Maia dá aulas de Educação Física para crianças de 1 até 6 anos de idade; vídeos nas redes têm milhões de visualizações

1 abr 2024 - 05h00
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Resumo
O professor Paulo Maia viralizou nas redes sociais com interações engraçadas com os alunos; ele dá aulas de Educação Física para crianças de um ano até seis anos, em uma escola de Fortaleza, no Ceará.
Professor Paulo viraliza com interações engraçadas com alunos da Educação Infantil
Professor Paulo viraliza com interações engraçadas com alunos da Educação Infantil
Foto: Reprodução/TikTok/@paulomaiaf

"Professor, o que você vai ser quando crescer? Um dinossauro?" e "Você não ganha dinheiro?" são só algumas das perguntas que Paulo Maia Ferreira Jr. ouve dos seus alunos da Educação Infantil. As interações engraçadas com as crianças foram parar no TikTok do professor e encantaram a web. Hoje, já somam mais de 10 milhões de visualizações. 

O primeiro vídeo de Paulo que viralizou na plataforma foi justamente no Dia do Professor, no ano passado. No registro, uma menina questionava se ele "trabalha ou só fica na escola". Ele respondeu brincando: "O tio só faz isso mesmo, só é professor". (assista abaixo).

"Sempre gostei de deixar registrado esses momentos legais. Esse eu postei no Dia do Professor, porque é algo que muitos escutam. Imaginei que eles fossem se identificar, e deu super certo, viralizou. Mas eu jamais imaginei que pudesse ter um grande impacto em tão pouco tempo. Me surpreendi", relata o docente, em entrevista ao Terra.

@paulomaiaf

Especial: dia dos professores. Parabéns a todos que só ficam na escola 😂😂😂

♬ som original - Paulo Maia

Paulo tem 29 anos e é de Fortaleza, no Ceará. O jovem é formado em licenciatura e bacharelado em Educação Física e fez mestrado em Educação. No ano passado, ele passou no concurso da prefeitura da cidade e escolheu dar aulas de Educação Física na Educação Infantil pelo "desafio". A faixa etária das crianças nessa etapa vai de 1 a até 6 anos de idade.

"Eu sei o quanto a Educação Física vai agregar nas crianças agora e no futuro. Então, eu queria fazer parte dessa fase, esse foi um dos motivos principais de escolher a Educação Infantil. E também foi por me identificar muito com as crianças", explica o professor, que é mais conhecido na escola como "tio Paulo".

Atualmente, ele trabalha em 14 turmas do Infantil I até o Infantil V, de segunda a sexta-feira, nos turnos matutino e vespertino, em uma instituição que fica no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza. Paulo passa em média duas horas, por semana, com cada turma. 

Segundo o professor, as atividades físicas são mais simples para os alunos do Infantil I conseguirem entender, aprender, executar e gostar do que estão fazendo. À medida que eles passam de ano e vão ganhando mais repertório motor, físico e social, o nível de complexidade das atividades vai aumentando. 

As interações com as crianças

O docente conta que conversa bastante com os alunos e que as crianças têm muita curiosidade sobre a vida dele.

"Eles perguntam se tenho mãe, pai, namorada, onde moro, o que quero ser quando crescer. Eu pergunto para eles, e eles me perguntam também. Essas são as principais", lembra.

Para o professor, o questionamento mais engraçado foi o de uma aluna que perguntou o que ele gostaria de ser quando crescesse. Paulo respondeu que já era professor, mas não satisfeita com a resposta, a criança voltou a perguntar o que ele seria na vida adulta e se ele queria ser um dinossauro. O professor entrou na brincadeira e respondeu que essa era uma boa ideia. O vídeo rendeu a Paulo, inclusive, o apelido de "tio dinossauro" nas redes sociais. 

"Eu acho de uma criatividade enorme que, às vezes, vamos perdendo quando crescemos e as crianças têm isso no seu auge. A criatividade, a espontaneidade, são muito bonitas de se ver, e é algo que choca. Você não está esperando perguntas assim", comenta.

@paulomaiaf

Só porque já tô com um pouco de saudade…🥹

♬ som original - Paulo Maia

Paulo diz que pretende continuar publicando os vídeos, porque essa é uma forma de a educação ser vista.

"Não só o conteúdo em si, mas as pessoas precisam saber que as crianças precisam de afeto, de serem ouvidas. Elas têm muito a ensinar, elas têm anseio de falar. Quando eu começo a gravar é porque elas já estão falando muito, e aí elas querem alguém que escute. Eu quero ser essa pessoa que vai ouvir e acho que postar é um caminho de incentivar os adultos a fazerem o mesmo pelas suas crianças. E tudo que elas aprendem nessa etapa inicial da vida, elas levam para a fase adulta", comenta.

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Fonte: Redação Terra
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