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Um raio poderia derrubar um avião?

5 jun 2009 - 12h12
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Apesar de ter sido apontada como uma das possíveis causas do acidente envolvendo o Airbus da Air France, é bastante improvável que um raio tenha sido o responsável pela tragédia. "Pode acontecer, mas em função de circunstâncias muito peculiares e especiais. De maneira geral, a ocorrência de descargas elétricas (raios) que provocam a queda de uma aeronave ao atingi-la é um fato muito raro hoje", esclarece o professor de geografia Dakir Larara Machado da Silva, da Ulbra-RS.

Isso se deve ao fato de que "as aeronaves modernas são construídas com materiais que facilitam a condução da eletricidade ao longo da parte externa da fuselagem, proporcionando aos tripulantes, passageiros e, sobretudo aos reservatórios de combustíveis e sistemas eletrônicos da aeronave, isolamento quase total".

Esse princípio, afirma o professor, foi desenvolvido por Michael Faraday, que idealizou um experimento no qual pôde demonstrar que uma superfície condutora, quando eletrificada, possuía campo elétrico nulo em seu interior, pois as cargas se distribuíam de forma homogênea na parte mais externa da superfície condutora. "Nesse experimento, Faraday utilizou uma gaiola metálica eletrificada e um corpo, posicionado-o dentro dessa estrutura. O corpo permaneceu intacto e isolado no interior da gaiola, sem levar nenhuma descarga elétrica", relata.

O impacto dos raios aviões é relativamente comum, sendo um dos fenômenos atmosféricos mais mencionados por pilotos. "Os seus relatórios, a análise dos seus efeitos em aeronaves e os estudos realizados por órgãos, laboratórios e instituições de pesquisa permitem que, atualmente, a indústria de construção aeronáutica aprimore cada vez mais o princípio da gaiola de Faraday", comenta o professor. Dessa forma, de posse de uma vasta quantidade de informações, é possível que a indústria "crie novos métodos que agreguem soluções que minimizem os danos gerados pelas descargas elétricas, permitindo um voo seguro, mesmo após as aeronaves sofrerem impacto de elevada intensidade de corrente".

Fonte: Redação Terra
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