UERJ oferece 5 mil vagas; veja como funciona o vestibular
A primeira fase do vestibular de inverno da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), também chamada de Exame de Qualificação, ocorre no dia 17 de junho. Para disputar uma das 5.316 vagas, é importante que o vestibulando entenda como funciona o processo seletivo e saiba no que é preciso focar os estudos a pouco mais de um mês do exame.
Para avaliar o candidato, três áreas de conteúdo são abordadas em 60 questões com quatro alternativas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (português e língua estrangeira), Ciências da Natureza (biologia, química e física), Matemática e suas Tecnologias, e Ciências Humanas e suas Tecnologias (história e geografia). "O que queremos saber é se o nosso candidato tem habilidades e competências mínimas para cursar o ensino superior", afirma Maria Inez Mello Guimarães, assessora da direção do Departamento de Seleção Acadêmica da universidade.
Para o estudante que quiser uma nova chance, é possível realizar a segunda edição da prova, no dia 16 de setembro, e ficar com a nota mais alta. Também participa do exame quem quer estudar no Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO) e na Academia de Bombeiro Militar D. Pedro II. A segunda etapa da seleção acontece em dezembro e consiste em uma redação e em questões discursivas com matérias específicas da carreira escolhida.
Comparações com o Enem
Para o coordenador de vestibular do curso Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, a estrutura da avaliação da UERJ é parecida com a do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). "A prova é mais ou menos simples. O aluno precisa saber observar, identificar, reconhecer, apontar, interpretar e calcular", afirma. Por isso, ele aconselha treinar para a prova da mesma forma como se estuda para o Enem - interligando conteúdos sem separar os saberes.
Outra dica é estar atento ao noticiário. A coordenadora da unidade Vila Isabel do curso Intellectus, Cláudia Pires Borges, explica que a prova da UERJ trabalha com questões ligadas ao que acontece na atualidade. "Essa contextualização ajuda a trabalhar o conteúdo. Há um envolvimento entre as diferentes disciplinas", afirma. Para ela, a prova difere um pouco do Enem, já que mais de uma matéria é abordada em uma questão da UERJ, enquanto a avaliação feita pelo governo federal permite identificar se em uma questão são exigidos os conhecimentos de matemática ou de física, por exemplo.
Por isso, Cláudia aconselha focar os estudos na parte de Ciências da Natureza, já que é exigido raciocínio lógico e aplicação de fórmulas e conhecimentos sem os quais não é possível resolver as questões. Na contrapartida, ela diz que as perguntas de Ciências Humanas e suas Tecnologias e de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias são mais fáceis, pois se o aluno tem noção do conteúdo abordado, pode se virar sem depender de uma fórmula.
Na parte relacionada ao português, Cláudia afirma que a UERJ atualmente não trabalha tanto com o conteúdo gramatical pesado. "A interpretação é muito forte. Há uma tendência na abordagem da semântica, algumas noções de mecanismos de coesão, saber reconhecer textos, sinônimos e o uso da palavra", analisa. Ela ainda acrescenta que em Ciências da Natureza costumam ser cobrados conhecimentos sobre urbanização, meio ambiente, reforma agrária, globalização e população, de acordo com o histórico das avaliações dos últimos cinco anos.
Mesmo que o aluno tenha conhecimento do perfil da prova, fazer exercícios é essencial. "É importante dirigir estudos intensificados durante a semana. E estudar três ou quatro horas por semana, fora do horário de colégio", aconselha. A conquista, no fim das contas, só vem com muito suor. Para a professora, "aluno que não exercita, não se prepara".