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'Sensação de dever cumprido', diz brasileiro de 17 anos que foi ouro em Olimpíada de Astronomia

Paulo Henrique coleciona medalhas em competições científicas e conta que garantir vaga na disputa internacional não foi tarefa simples

31 ago 2023 - 14h39
(atualizado em 4/9/2023 às 05h00)
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Paulo Henrique, de 17 anos, é bicampeão do ouro na Astronomia e prata na Física
Paulo Henrique, de 17 anos, é bicampeão do ouro na Astronomia e prata na Física
Foto: Divulgação/Objetivo

O estudante Paulo Henrique dos Santos Silva coleciona medalhas em competições científicas com apenas 17 anos. Ele já conquistou um total de 21 premiações e, recentemente, foi o vencedor da medalha de ouro e teve a maior pontuação na prova teórica em equipe na 16ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), realizada em Chorzów, na Polônia, entre os dias 10 e 20 de agosto.

Em entrevista ao Terra, Paulo, que cursa o terceiro ano do Ensino Médio no Colégio Objetivo Integrado, conta que garantir uma vaga na IOAA não foi tarefa simples. "Foram muitas etapas para entrar na Olimpíada Internacional de Astronomia. O processo inteiro durou aproximadamente um ano", explica. 

O caminho começou com a seleção através da Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA), considerada a maior competição desse tipo no Brasil. Paulo Henrique se destacou nas etapas nacionais, alcançando a primeira posição no ranking final das seletivas.

A etapa final do processo durou cerca de três meses e envolveu uma série de desafios, incluindo exercícios avaliativos, provas teóricas, observação astronômica, atividades de planetário e análise de dados. Paulo Henrique mais uma vez demonstrou sua excelência e foi um dos cinco escolhidos para participar da Olimpíada Internacional de Astronomia. 

Paulo Henrique, de 17 anos, é bicampeão do ouro na Astronomia e prata na Física
Paulo Henrique, de 17 anos, é bicampeão do ouro na Astronomia e prata na Física
Foto: Arquivo Pessoal

Na IOAA, reconhecida por seu alto nível de complexidade, Paulo enfrentou uma prova teórica individual e também três avaliações práticas, que envolveram análise de dados e observação do céu. O estudante foi parte de uma equipe internacional composta por estudantes da China, Indonésia, Polônia e Grécia, obtendo o melhor resultado entre todos os grupos.

"Eu estudo Astronomia para as Olímpiadas desde o 9º ano, comecei estudando o básico e fui evoluindo o nível de dificuldade. Foi muito bom [ter essa preparação], porque nesse momento [da IOAA] eu já tinha visto a maior parte do que eu precisava então não precisei praticar muito. Além disso, as etapas do processo seletivo também nos ajudaram muito a se preparar", explica o estudante. 

Paulo atribui seu sucesso à disciplina na rotina de estudos, já que teve que estudar até mesmo fora do período da escola. Além disso, destaca a importância para ele das aulas oferecidas pelo Objetivo, voltadas para participação em competições científicas. 

"Acho que também foi importante não desistir, mesmo sendo difícil. Mantive uma rotina de estudos bem focada para o meu objetivo. E antes das Olímpiadas eu não gostava muito de estudar, apesar de tirar notas boas, eu preferia jogar videogame com meus amigos. Até que a TV que eu jogava quebrou e comecei a participar das Olímpiadas, que foi quando comecei a tomar gosto nos estudos, porque percebi que poderia conquistar coisas maiores". 

Segundo Paulo, seus pais sempre o apoiaram em seus sonhos e ficaram emocionados com a conquista do ouro em 2023. "É sempre uma grande honra poder representar o Brasil internacionalmente e trazer um bom resultado para casa, ainda mais uma medalha de ouro. Eu me sinto muito feliz e tenho a sensação de dever cumprido. É muito bom olhar para trás e relembrar todas as aulas, todos os professores que ajudaram no processo, tantos exercícios resolvidos para poder treinar durante esses três anos estudando Astronomia para poder chegar nesse nível e representar o País", destaca. 

Paulo Henrique, de 17 anos, é bicampeão do ouro na Astronomia e prata na Física
Paulo Henrique, de 17 anos, é bicampeão do ouro na Astronomia e prata na Física
Foto: Arquivo Pessoal

Agora, o estudante afirma que seu foco será estudar para os vestibulares, já que pretende prestar Fuvest e Unicamp, além de aplicar para universidades do exterior. "Meu sonho é estudar Engenharia Elétrica e trabalhar com pesquisa de materiais para coleta de energia renovável", diz ele. 

Pouco antes da IOAA de 2023, Paulo conquistou a medalha de prata na Olimpíada Internacional de Física (IPhO), realizada no Japão. Além disso, ele coleciona outras premiações como: medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica de 2022, realizada na Geórgia, Europa Oriental; o ouro e a melhor pontuação na prova teórica na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) de 2021; o ouro e a melhor pontuação no Torneio Brasileiro de Física (TBF) de 2023, assim como uma medalha de prata no TBF de 2022; e por três anos consecutivos, o ouro na Olimpíada Brasileira de Física (OBF) de 2020, 2021 e 2022, entre outras conquistas notáveis.

Fonte: Redação Terra
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