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Quem é a professora ativista que ganhou o 'Prêmio Nobel da Educação'

Fundação Rouble Nagi Art criou mais de 800 centros de aprendizagem na Índia; ela também pinta murais sobre alfabetização, ciências, matemática e história

5 fev 2026 - 15h49
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Uma professora e ativista indiana conhecida por criar centenas de centros de aprendizagem e pintar murais educativos nas paredes das favelas ganhou nesta quinta-feira, 5, o Prêmio Global Teacher Prize, conhecido como "Nobel da Educação", no valor de US$ 1 milhão.

Rouble Nagi recebeu o prêmio na Cúpula Mundial de Governos, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, um evento anual que atrai líderes de todo o mundo.

A Fundação Rouble Nagi Art criou mais de 800 centros de aprendizagem em toda a Índia. O objetivo é que crianças que nunca frequentaram a escola comecem a ter um aprendizado estruturado. Eles também ensinam crianças que já estão na escola. Nagi também pinta murais que ensinam alfabetização, ciências, matemática e história, entre outros tópicos.

Ao receber o prêmio, Rouble disse que era uma honra para ela e para a Índia. Ela disse que começou há 24 anos com 30 crianças em uma pequena oficina e agora alcançou mais de um milhão de crianças.

"Acho que cada passo me motivou e me inspirou a levar todas as crianças da Índia à escola", disse Rouble. "Sabe, quando eu era criança, meu sonho era ver todas as crianças na escola e, à medida que você cresce e realiza isso para o maior número possível de crianças, acho que é uma experiência muito gratificante."

O prêmio é concedido pela Fundação Varkey, cujo fundador, Sunny Varkey, criou a empresa com fins lucrativos GEMS Education, que administra dezenas de escolas no Egito, Catar e Emirados Árabes Unidos.

"Rouble Nagi representa o que há de melhor no ensino: coragem, criatividade, compaixão e uma crença inabalável no potencial de cada criança", disse Varkey em um comunicado publicado no site do Prêmio Global de Professores. "Ao levar educação às comunidades mais marginalizadas, ela não apenas mudou vidas individuais, mas fortaleceu famílias e comunidades."

Nagi planeja usar o prêmio de US$ 1 milhão para construir um instituto que ofereça treinamento profissional gratuito.

Stefania Giannini, diretora-geral adjunta da Unesco para a Educação, disse que o prêmio de Nagi "nos lembra uma verdade simples: os professores são importantes".

Em comentários publicados no site do prêmio, Giannini disse que a Unesco estava "honrada em se juntar ao Prêmio Global de Professores para celebrar professores como você, que, com paciência, determinação e fé em cada aluno, ajudam as crianças a frequentar a escola — um ato que pode mudar o curso de uma vida".

Nagi é a décima professora a ganhar o prêmio, que a fundação começou a conceder em 2015.

Entre os vencedores anteriores do Prêmio Global de Professores estão um professor queniano de uma aldeia remota que doou a maior parte de seus ganhos aos pobres, uma professora primária palestina que ensina seus alunos sobre a não violência e um educador canadense que lecionou em uma remota aldeia inuíte no Ártico. O vencedor do ano passado foi o educador saudita Mansour al-Mansour, conhecido por seu trabalho com os pobres no reino.

A GEMS Education, ou Global Education Management Systems, é uma das maiores operadoras de escolas particulares do mundo e acredita-se que valha bilhões. Seu sucesso acompanhou o de Dubai, onde apenas escolas particulares oferecem aulas para os filhos dos estrangeiros que impulsionam sua economia. / AP

Estadão
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