Procon-SP aponta variação de até 333% em material escolar

Pesquisa feita pela entidade analisou os preços de 126 produtos em oito estabelecimentos da capital paulista; maior variação de preços foi encontrada na borracha látex branca; especialista tirou dúvidas em live na TV Estadão

7 jan 2020
20h46
atualizado em 8/1/2020 às 18h19
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SÃO PAULO - Pesquisar na hora da compra do material escolar pode trazer alívio ao bolso: na cidade de São Paulo, o valor dos produtos chega a variar 333%, segundo levantamento feito pelo Procon.

Uma pesquisa feita pela entidade analisou os preços de 126 produtos entre os dias 9 e 11 de dezembro em oito estabelecimentos de todas as regiões da capital. Para o estojo de giz com 12 cores, por exemplo, a variação de preço chegou a 266% - de R$ 1,50 a R$ 5,50. A maior variação foi na borracha látex branca - de R$ 0,60 a R$ 2,60.

Já em números absolutos, a maior variação foi verificada na caneta hidrográfica Pilot 850L Júnior 12 cores. Em uma loja era comercializada por R$ 59,90 e em outra, por R$ 24,50, diferença de R$ 35,40.

Os preços mais altos foram encontrados na zona sul da cidade. Os menores preços de artigos escolares foram verificados em lojas da zona norte.

Após comparar os preços de 126 produtos entre as pesquisas realizadas neste ano e no ano passado, constatou-se alta de 3,71% nos valores atuais. A Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae) estima alta de 8% nas papelarias - acima da inflação oficial, que deve ficar em torno de 4%.

Pais já se reúnem em grupos para tentar negociar preços ou reutilizam materiais de anos anteriores. "O material escolar pesa bastante no orçamento, mas procuro comprar produtos de qualidade que durem o ano inteiro. Aproveitamos muitas coisas do último ano, tintas, pincéis e até cadernos", conta a professora Mariana Negrini, de 34 anos, que é mãe de Nathan, de 9 anos, que está no 4º ano, e da Isabela, de 6 anos, que vai para a 1ª série.

A artesã Hélcia Chatzoglou, de 49 anos, mãe de Basile, de 10 anos, que está no 6º ano, diz que mesmo tendo menos material de papelaria, acabou gastando bastante também em livros didáticos. "Acabamos gastando de qualquer forma. Somente com material didático foram R$ 2 mil."

Nesta quarta-feira, 8, Reinaldo Domingos, educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros tirou dúvidas e deu dicas sobre como economizar na compra de material escolar em uma live na TV Estadão.

Seis dicas para economizar na compra do material escolar

1. Faça uma lista do que precisa comprar, para não se perder e acabar se rendendo a compras por impulso.

2. Converse com outros pais, participe de grupos de Whatsapp, e tente fazer compras conjuntos em livrarias, editoras e no atacado. Isso aumenta a probabilidade de conseguir preços menores.

3. Realize pesquisas em estabelecimentos físicos e também online. Não deixe de pesquisar ações e feiras de troca de materiais escolares e livros didáticos organizadas pelas próprias escolas.

4. Junte o material escolar do ano anterior e veja a possibilidade de reutilizá-lo. É possível ainda reaproveitar livros didáticos do filho mais velho para o mais novo, se for o caso.

5. Se for levar os filhos no momento da compra, converse antes. Explicando quanto é possível gastar com os materiais.

6. Sempre pergunte sobre a possibilidade de desconto à vista. Se tiver que pagar a prazo, calcule se as parcelas cabem no orçamento.

Estadão
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