Os médicos paralisaram as atividades nesta terça-feira em Manaus
Foto: Divulgação
Aproximadamente 3,8 mil médicos entraram em greve hoje em Manaus (AM), segundo estimativa do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam). Apenas 30% dos profissionais mantiveram atendimento nas unidades de saúde. A categoria aderiu à mobilização nacional, que prevê novas paralisações nos dias 30 e 31 de julho.
Um grupo ainda tentou encontro com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que pela manhã esteve reunido na sede da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), no centro de Manaus, com secretários municipais de saúde. O ministro está no Amazonas para tratar do programa Mais Médicos. No entanto, a assessoria de Padilha conseguiu retirá-lo do encontro antes da chegada dos manifestantes, que chamavam o ministro de traidor.
A greve é por melhorias nas condições de trabalho, implantação do piso nacional, melhoria na formação acadêmica e contra a vinda de médicos estrangeiros sem passar pela revalidação dos diplomas. "Precisamos de mais investimentos na saúde pública. Uma de nossas lutas é para a destinação de 10% da arrecadação da União para a saúde. Não é contratando médicos estrangeiros que o problema será resolvido", disse o presidente do Simeam, Mário Viana.
Ontem, o ministro da Saúde (esq.) recebeu título de cidadão de Manaus do prefeito da cidade, Artur Neto
Foto: Divulgação
Os médicos se reuniram no Largo de São Sebastião, no centro da capital, e de lá saíram em passeata até a sede da Fieam, na avenida Joaquim Nabuco, também na área central.
Segundo as secretarias estadual e municipal de saúde, os atendimentos nas unidades médicas aconteciam normalmente.
Cidadão de Manaus
Sob protestos de um grupo de médicos, o ministro da saúde Alexandre Padilha recebeu, na noite de ontem, o título de "Cidadão de Manaus", concedido pela Câmara dos Vereadores. A outorga foi entregue pelo prefeito Artur Neto.
Na área externa do palácio Rio Branco, no centro, onde aconteceu a solenidade, um grupo de 20 médicos ligados ao Simeam chamou o ministro Padilha de "Judas" e de "traidor da classe médica".
Em Curitiba, médicos fecham cruzamento no centro da cidade
Foto: Roger Pereira / Especial para Terra
O dia de paralisação no Recife (PE) foi marcado por um 'enterro' simbólico do ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Foto: Joffre/AImagem / Futura Press
Em Salvador (BA), os manifestantes usavam camisetas pedindo que o ministro fosse para Cuba, numa referência à proposta do governo de trazer médicos estrangeiros - entre eles cubanos - para trabalhar no Brasil
Foto: Romildo de Jesus / Futura Press
Em Manaus, os médicos aproveitaram a presença de Alexandre Padilha em um evento com prefeitos para protestar contra o programa Mais Médicos
Foto: Edmar Barros / Futura Press
Em Manaus, além das criticas ao Mais Médicos, os manifestantes cobraram a criação de uma carreira de estado para os profissionais
Foto: Edmar Barros / Futura Press
Os médicos caminharam pelas ruas centrais de Manaus
Foto: Divulgação
Em Belo Horizonte (MG), a manifestação ocorreu junto a Faculdade de Medicina da UFMG
Foto: lberto Wu / Futura Press
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