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OAB: embora mais fácil, professores relatam problemas em prova

Professores da LFG e Damásio Educacional afirmam que prova de direito civil permitia duas respostas. Exame foi aplicado no domingo

7 out 2013 - 18h17
(atualizado às 19h56)
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Professores de cursinho preparatório para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) consideraram a segunda fase do 11º exame, aplicada no domingo em todo o Brasil, mais fácil em relação às edições anteriores. No entanto, os especialistas criticaram a elaboração da peça de direito civil. O enunciado foi classificado como dúbio, permitindo aos candidatos duas respostas diferentes.

Enquanto a primeira fase da OAB é composta por 80 questões objetivas sobre conhecimentos gerais do direito, na segunda etapa o candidato escolhe a área que tem mais afinidade para responder a quatro perguntas e elaborar uma peça jurídica. Foi ai que se centrou o maior problema.

"Para a maioria das áreas a prova foi bem tranquila, com questões que refletiam a prática profissional. Em (direito) empresarial a peça foi atípica, um caso mais difícil, mas que estava previsto no edital", disse o professor Darlan Barroso, coordenador pedagógico dos cursos do Damásio Educacional. No entanto, segundo ele, em direito civil a banca responsável pela prova tentou induzir os candidatos ao erro.

“Em civil o problema induziu o candidato ao erro e destoou um pouco das outras áreas, que tiveram casos práticos mais simples, menor grau de dificuldade para achar resposta. Civil era mais difícil", disse. O problema, paar Darlan, está na elaboração da pergunta, que não deixou claro qual peça deveria ser utilizada.

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Professor de direito civil no curso da LFG Renato Montans concorda. De acordo com ele, existia a possibilidade de o candidato responder com duas peças: despejo ou imissão de posse. "A pergunta falava sobre o caso de uma pessoa que comprou um imóvel e quando foi entrar na residência ficou sabendo que havia um locatário dentro, que não queria sair. Perguntava qual a medida judicial seria cabível neste caso, mas faltou informação no problema para identificar qual era a peça".

No gabarito divulgado na noite de ontem, a Fundação Getulio Vargas (FGV) deu como resposta correta a peça de despejo. Porém, os professores defendem que a OAB precisa considerar também a peça de imissão como correta. Eles ainda dizem que é preciso melhorar a formulação das questões, já que são constantes os problemas nos enunciados.

Colaboraram com esta notícia os internautas Eneas Filho, Bianca Brigido Souto e Luciana Chagas de Andrade, do Rio de Janeiro (RJ), e Isabela Wilson, de Fortaleza (CE), que participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Fonte: Terra
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