MG: candidatos revelam preocupação com avaliação das provas da OAB
Candidatos que fazem a segunda etapa do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na tarde deste domingo na Universidade Fumec, em Belo Horizonte (MG), disseram estar preocupados com os critérios de avaliação, já que a primeira fase do exame teve apenas 20% de aprovação, índice considerado baixo pelos futuros advogados. “Talvez eles facilitem um pouco devido ao alto índice de reprovação na primeira etapa, que foi de 80%. Mesmo assim, não dá pra saber o que esperar. Eu me preparei para o mais difícil”, revelou a candidata Letícia Drummond, que tenta, pela quarta vez, o registro profissional para exercer a profissão.
A preocupação dos candidatos aumenta devido aos problemas registrados nas provas da edição anterior. “A correção foi arbitrária e não foi justa. Eles anularam questões, cobraram itens, como jurisprudência, que haviam dito que não cairiam na prova, enfim, prejudicaram muito a gente”, completou Letícia.
A insatisfação de Letícia é a mesma de Poliana dos Anjos, que faz o exame pela terceira vez. “A correção é muito injusta na maioria das vezes. Eles tiraram pontos da minha prova no ano passado porque eu utilizei uma palavra que era sinônimo, mas só aceitavam a que estava no livro”, criticou.
Reclamações a parte, outros candidatos disseram estar preparados, principalmente caso sejam cobrados temas relacionados a assuntos em pautas recentes no País. “Fiz cursinho, exercícios, estudei peças antigas das últimas provas. Chegava a estudar o dia todo em horário integral”, contou Isabella Melo, que pretende atuar na área de Direito Civil e faz o exame pela primeira vez.
Grande parte do tempo, revelou, "comparando" a teoria a temas atuais e polêmicos do Direito no Brasil, como o julgamento do Mensalão, o caso Bruno e os direitos das domésticas. Emerson Alves, candidato na área de Direito Penal, avaliou que “o show midiático que circundou o caso Bruno até interferiu no processo. Ele teve várias garantias constitucionais vedadas por conta do espetáculo que se formou”.
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Quanto à regulação dos direitos das empregadas domésticas, o estudante Washington Barras disse acreditar que essa é uma questão que já deveria ter sido resolvida há bastante tempo. “Houve uma demora secular. Trata-se de um trabalhador como outro qualquer, que deve ter previsão legal e os direitos garantidos desde que exista a profissão, mas ainda é necessário regulamentar alguns pontos”, opinou.
Os candidatos terão até cinco horas para realizar a prova. Em Minas Gerais, o exame também é aplicado nas cidades de Divinópolis, Ipatinga, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Montes Claros Patos de Minas, Pouso Alegre, Sete Lagoas, Uberaba, Uberlândia, Juiz de Fora, Varginha e Viçosa.

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