Peste negra: A Grande Peste - Segunda Fase

11 mai 2020
18h07
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Ricos e pobres

Se bem que na época os pobres lamentassem suas numerosas perdas -  muitos deles acreditando piamente que a pestilência era uma trama  dos mandões e dos ricaços para que  todos os plebeus fossem para o inferno - enquanto os endinheirados escapavam, refugiando-se em suas herdades no campo, onde melhor se protegiam de qualquer estranho ou recém-chegado, pode-se dizer que  Peste Negra foi ao seu modo uma catástrofe igualitária. Gente poderosa também sucumbiu.

Um rei de Castela, Afonso XI,  e uma futura rainha da França, Bonne de Luxemburgo, mãe dos dez filho de Jean II, o Bom, foram derrubados pela Grande Ceifeira, padecendo ulcerados, purulentos e agoniados como qualquer comum, caso idêntico ao ocorrido com dois ex-chanceleres ingleses e três arcebispos de Canterbury. Igual foram alvo os notários, os sacerdotes, os médicos, e todos os profissionais que tinham que lidar com o público, como foi o caso de 20 dos 24 médicos de Veneza. Para grande consternação do rei Felipe da França até seus arrecadadores de impostos apodreceram nas estradas.

A festa da morte também foi grossa nos mosteiros e nos conventos. Cidades fechadas, circunscritas pelo claustro, construídas pelas ordens religiosas como uma imitação e uma antecipação da vida no Paraíso, onde se passava o dia cantando louvores a Deus, tornaram-se num matadouro dirigido por Satanás. O irmão de Petrarca, um frade de um mosteiro, enterrou todos os seus companheiros, só restando ele dos 35 que lá viviam. Em Montpellier, por exemplo, só 7 frades, num total de 140 dominicanos,  escaparam da morte. Em Marselha,  todos os 150 franciscanos foram chamados de uma vez só aos céus, o mesmo dando-se com 27 monges da Abadia de Westminster. Na região do Perpignon, na Espanha, dos 125 notários que existiam sobraram só 45, dos dez médicos somente um continuou vivo,  e 16 dos 18 barbeiros-cirurgiões morreram da Peste.

Nem o papa Clemente VI, que afirmara o trono de São Pedro na bela Avignon, no Sul da França, escapou de incomodar-se. Quando as mortes atingiram a 400 pessoas por dia, entre 1348-9,  na então capital da cristandade,  ele foi removido para um lugar distante, montanhoso,  para aguardar o mal enfraquecer. Se mesmo o representante de Deus na Terra era perseguido assim, imagine-se o restante.

Caso curioso de sobrevivência deu-se com quatro ladrões comuns que ficaram encarcerados num lugarejo francês durante o surto maligno, sendo os únicos a serem encontrados vivos graças ao isolamento e a terem se protegido borrifando-se com vinagre, cheiro forte que afastou deles as pulgas.
 

A falta de higiene

Tamanho descalabro não podia ser diferente visto as péssimas condições de higiene vigentes na Europa medieval. Descendentes dos povos bárbaros, dos godos, dos lombardos, dos alamanos, dos borguinhões, dos francos e saxões,  que invadiram as antigas províncias romanas, os europeus viviam de maneira bem pouco saudável. Todo o antigo sistema sanitário romano, inclusive o latrinário, fora destruído. Os aquedutos, os canais de esgotos  e as preciosas termas,  templos erguidos ao asseio, construídos nos velhos tempos pelos prefeitos, procônsules e imperadores,    foram delapidados pelos invasores que,  com aquelas pedras já talhadas,   ergueram fortins ou castelos para protegerem-se contra os inimigos.

Nas cidades e nas vilas medievais não havia nenhuma   profilaxia que pudesse precaver os habitantes contra epidemias ou algum tipo de limpeza pública eficaz, tanto é assim que cabia às varas de porcos - com seu apetite voraz –  o serviço de faxinarem tudo. Eles também, ao ingerirem os restos tocados ou usados pelos pestilentos, sucumbiram em massa, aumentando mais ainda a exalação de insuportáveis miasmas. Durante o dia inteiro, das portas, do alto das sacadas ou das janelas,   era um sem parar de jogar baldes e  bacias cheias de tudo o que se possa imaginar bem no meio da rua. 

Gente de pouco banho e quase nenhum esmero com as coisas da higiene, os europeus medievais, fedorentos, rançosos, quando não sarnentos, eram por si sós  um chamariz ambulante para atrair as pulgas e os ratos. Explica-se pois o motivo dos médicos terem utilizado naquela ocasião  uma máscara com um imenso bico de pássaro, debaixo do qual colocavam  essências aromáticas afim  de neutralizar os odores medonhos que os sufocavam quando atendiam os infelizes em locais fechados. A peçonha era tão virulenta que acreditavam que era possível ser-se contagiado por um simples olhar.

Ação que mais serve para afirmar a impotência das autoridades perante o mal,  foi uma determinação do rei da França: lembrando-se da Peste que dizimara Atenas no tempo de Péricles, relatada por Tucidides (História da Guerra do Peloponeso), Jean II, o Bom, depois de ter ordenado uma salutar limpeza nas ruas de Paris, mandou que aspergissem vinho sobre as sarjetas!

Mulheres morreram em maior número do que os homens, suspeita-se por ficarem mais em casa, sujeitas às picadas dos insetos  que traziam a Pasteurella pestis, o mortal bacilo, e também porque seus maridos e filhos usavam botas , o que os protegia melhor dos ataques das saltadoras. Quem melhor se safou da dizimação, que no final matou um terço dos europeus, foram os montanheses, justamente  por viverem longe dos amontoados urbanos e por levarem uma existência bem mais saudável. Tanto é assim que as fatalidades na Suíça foram de bem pouca monta.
 

Testemunhos

Entrementes, a Signoria em Florença, o governo local,  bloqueava a entrada da cidade aos doentes, mas não se opunha aos que dela debandavam. A Praga, se desastrosa para a medicina da época, comprometida com concepções zodiacais,  impotente em frear o flagelo,  foi um momento de ouro para o curandeirismo. Qualquer  mandingueiro com um dedo de esperteza  tentava extorquir o que podia  das vítimas apavoradas, agonizantes,  prometendo-lhes curas repentinas por meio  de beberagens vãs, benzeduras e palavrório incompreensível.

Os cadáveres se avolumavam, decompondo-se nos lares ou jogados na frente das casas, ninguém queria mais saber deles. E não era para menos, pois como atestou Boccaccio -  que viu os estragos da Peste quando tinha 20 anos de idade - , aqueles que “tomaram o seu almoço de manhã com seus parente, colegas, amigos, e, em seguida, na tarde desse mesmo dia, jantaram no outro mundo, em companhia dos seus antepassados”( Decameron)

Petrarca, outro testemunho, escrevendo ao irmão, o único frade que sobreviveu num mosteiro depois de enterrar os 34 irmãos que lá viviam,  maldizia ainda estar vivo para ter que presenciar, impotente,  aquilo tudo, o horror infinito que muitos no futuro, prognosticou ele,  acreditariam ser uma fábula de mentes delirantes e  não algo que acontecera realmente.

Meu irmão! Meu irmão! Meu irmão!, É um começo de uma carta também usado por Marco Túlio Cícero 14 séculos atrás. Alás  meu irmão,  que poderia eu dizer? Como eu deveria começar? Por onde emocionar-me? Há sombras em todos os lados e em todo os lugares paira o medo. Eu gostaria, meu irmão, de não ter nascido ou então de ter morrido antes desses tempos.  Como poderá a posteridade acreditar que mesmo sem os relâmpagos do céu ou os fogos da terra, quando o bom tempo predominava sobre todo o globo, ele quase ficou sem seus habitantes. Um tal tipo de coisa jamais foi ouvida ou  vista antes; em qual dos anais leu-se alguma vez  que as casas ficaram vazias, as cidades desertas, os condados abandonados, o espaço totalmente diminuto frente  à morte e o receio  da mais completa solidão sobre toda a Terra? ...Oh feliz povo do futuro, que não conhecerá tais misérias e que tomará nosso testemunho como se fosse uma fábula.

(Carta de Petrarca ao seu irmão Gerardo,  único sobrevivente de um mosteiro em Monrieux, na França, datada em 1348)

Os féretros dos figurões, antes um acontecimento solene, com a parentela e os grandes da cidade acompanhando o caixão até o mausoléu da família, ao som de um bumbo fúnebre e  flauta triste,  acabaram virando uma cerimônia grotesca. Um par de humildes padioleiros  desconhecidos, contratados a peso de ouro, carregavam o defunto quase que na corrida para ir jogá-lo às pressas na primeira cova aberta que encontravam. Nas capelas e igrejas do campo santo, os mortos eram empilhados como se fossem carga de navio. Trazidos em carroções, como uma carga de achas de lenha podre, os enfiavam, sem reza ou benção,  três ou mais,  num só buraco aberto no chão. A indiferença e a apatia reinavam soberanas.

Nenhum laço de solidariedade  humana era capaz de atar alguém ainda saudável perto de um afligido no seu estertor, esganado pela pestilência,  dando-lhe de beber ou acalentando-o com uma prece. Nem lágrima havia para condoer-se do moribundo. Convertidos à misantropia, ninguém mais  ajudava um arquejante, nem familiar, nem criado. Até os animais de estimação, por roçarem-se nos donos,  morriam aos magotes. Andar pelas ruas era um risco e um sacrifício. Logo,  os poucos atrevidos traziam junto às narinas plantas aromáticas para atenuar a fedentina dos restos insepultos e do lixo que se acumulava por toda a parte.

Florença ficou quase que deserta pela fuga dos que ainda podiam andar. Não caminhavam muito,  pois a pestilência os emboscava na primeira curva da estrada. Então debatiam-se, contorcendo-se na mais completa solidão, não tendo  o consolo de um só olhar de comiseração que fosse. No campo não era diferente.  Sem o vaqueiro ou o pastor, todos mortos, os bichos sucumbiam ao abandono ou de fome em razão da forragem  não lhes era mais oferecida. As estrebarias  ficaram atulhadas de belas éguas e garanhões  mortos.  Em apenas cinco meses, de maio a setembro de 1348, registrou Boccaccio, cem mil vidas, em Florença e nas cercanias,  foram tiradas pela pistelenza, como os italianos a denominaram. 
 

De quem era a culpa

A contabilidade sinistra foi impressionante. Em Marselha as vítimas foram 16 mil; em Avignon, então sede papal, onde faleciam 400 por dia, chegaram a 33 mil; em Lion foram 45 mil,  e em Paris oscilaram entre 80 a 100 mil, o mesmo que em Florença e seus arredores. Na Alemanha a  Der Schwarze Tod, a Morte Negra,  arrasou com a população do vale do rio Reno: de Mainz até Colônia bem pouca gente sobreviveu. O mesmo se dando com os portos  bálticos como o de Lübeck, onde o livro dos mortos registrou em poucas semanas o nome de 6.966 vitimados.

Em quase toda a Germânia, a peste - penetrando em direção a Augesburgo e dali para Hamburgo,  bem mais ao norte - ,  agiu com mais virulência sobre  as crianças, por isso chamarem-na de Kinderpest, a peste infantil. E assim  deu-se por todo os lugares: na Polônia em 1350,  e na Rússia, entre 1351/2. Tal calamidade, diagnosticaram os sábios doutores da Sorbone de Paris, em resposta a um consulta do rei, em outubro de 1348, somente poderia advir da má confluência dos astros. O mau alinhamento cósmico de Saturno, Júpiter e Marte no 40° de Aquário, asseguraram eles, é quem fez aquele estrago todo.

Rogos, preces, promessas e penitências, carpir os mortos em dobro, invocar São Roque, o protetor dos lazarentos,   nada minorava o implacável destino que estava reservado às populações vergastadas pela pestilência. Ao contrário, qualquer ajuntamento pretendido, a mínima formação de um punhado de fiéis para reclamarem dos céus os rigores da vara de Deus, matava mais gente ainda. Calcula-se que dos 1.200.000 peregrinos que foram a Roma para celebrar o Ano Santo de 1350,  somente cem mil deles restaram vivos.

O próprio papado tratou de proibir as grandes procissões dos dias santos e liberar os moribundos da extrema unção. Aquele “ extermínio da humanidade”, pareceu a MatteoVillani um outro Dilúvio, onde o povo ao invés de afogar-se, sufocava em suores pestíferos.  

O desespero crescente levou a que  bandos de flagelantes começassem a aparecer por todos os lados, mais na França e na Alemanha do que na Itália, haja vista  que a doença no medievo era entendida como “ a marca do pecado”, se alguém sofria no leito era porque boa coisa não fizera antes. Prática desconhecida na Europa até o século XI, o hábito das disciplinas, como designavam a autoflagelação,  virou moda na época da Peste Negra. Vestindo-se com uma bata ou um saco branco, com uma cruz vermelha no peito,  liderados por um mestre-flagelante que assumia-se como confessor e aplicador dos rigores, a Irmandade Flagelante ou os Portadores da Cruz,  reunidos em grêmios de penitentes, desejavam ficar com o corpo tão lacerado como o do Cristo  crucificado.

Para tanto, imaginando purgarem-se das suas  transgressões, despojando-se das suas impurezas cobertos de cinzas, com pescoço enfiado em nós de forca, murmurando e gemendo ladainhas sem fim, chicoteavam-se de um modo muito cruel. Nas tiras do relho pendiam pontas de ferro que, ao lacerarem as suas próprias costas,  arrancavam nacos de carne e esguichos de sangue, dando a eles uma aparência impressionante, tenebrosa, de almas perdidas.

Assumindo-se como um espécie de infantaria ligeira do fanatismo e da superstição, os flagelantes, em turmas de 50 ou até de 500 homens, descamizados, peregrinando de aldeia em aldeia,  de cidade em cidade, em procissões que deviam durar 33 dias e meio ( a idade de Cristo), rogavam:  “Virgem Santíssima, tende piedade de nós! Pedi a Jesus que nos poupe! Misericórdia, misericórdia! Paz, paz!”  Logo consideraram-se como os crentes purificados pelos açoites e,  por conseguinte, para pavor de clero instituído,  hábeis em promover salvações, dar bênçãos e até exorcizar os agentes do demônio que poluíam as moradas. 

O que os movia era a Carta Celeste, documento apocalíptico, espécie de constituição dos suplicantes,  lida por um Anjo a serviço dos céus, na qual a peste era entendida como um  látego divino vibrado por Deus. Visava a punir os faltosos e os pecadores, a humanidade que não tinha jeito em emendar-se, em empenhar-se no abandono das abominações, das luxurias, das fornicações reprováveis, do gosto pela blasfêmia e pela mentira, dos adultérios e das usuras. O  Pai Supremo se cansara  e decidira destruir parte da sua criação, livrando a terra daquela multidão obstinada em manter-se no pecado. Porém,  fora detido a tempo pelos rogos da Virgem Maria que apelara para que, pelo menos, alguns dos seus filhos sobrevivessem, por isso chamavam a atenção dele vergastando-se em público e no privado.

Dados da demografia europeia

Ano População estimada
1000 38 milhões
1100 48 milhões
1200 59 milhões
1300 70 milhões
1347 75 milhões
1352 50 milhões
  Fonte: D.O.Mckay. Brigham Young University

Desordens e perseguições

Não demorou, relatou Norman Cohn ( Na Busca do Milênio),  para que os integrantes da Irmandade Flagelante provocassem desordens, desaforando o sacerdócio, assaltando as moradias dos ricos e perseguindo os judeus, acusados de envenenarem a água dos poços e das cisternas. Sim, porque a Peste Negra também serviu como pretexto  para a mais violenta onda de anti-semitismo até então vista, mais violenta do que aquela outra dos tempos da Primeira Cruzada,  do século XI, e somente superada  pela desencadeada pelos nazistas no século XX. Na península Ibérica, o clima de relativa tolerância que até então  imperava entre mouros, cristão e judeus,  ao longo da Idade Média, foi-se de vez , rompido  pelo furor dos fanáticos.

Incitadas por padres apoplécticos, em vários reinos  da Espanha,  as aljamas ou juderias  foram invadidas por turbas doidas  que destruíam tudo pelo caminho, agrilhoando os judeus para serem em seguida queimados ou afogados. Os que habitavam as cercanias do lago Leman, em Chilon, depois de presos, “ confessaram” o seu envolvimento numa conspiração para desgraçar os cristãos para sempre. 

O mesmo repetiu-se ao longo do vale do Reno e em muitas cidades alemãs como em Nordhausen, na Turíngia, onde os judeus,  arrastados pelas maltas possessas para o martírio coletivo na fogueira, enfrentaram as labaredas cantando hinos. Matança terrível, com 6 mil judeus massacrados , ocorreu em Mainz, em agosto de 1349, quando cristãos histéricos foram tomados por um furor homicida.  Em outros lugares, como em Strasburgo,  foram as corporações menores quem lideraram as matanças, a inteira revelia do patriciado local que ainda tentou salvar o povo da Bíblia. O mapa das andanças dos flagelantes pela Europa,  indica que por onde eles passavam os guetos pagavam um alto preço em vidas, incêndios e pilhagens de  vândalos. O historiador Philip Ziegler calculou que ocorreram 350 massacres de judeus em lugares os mais diversos no transcorrer dos primeiros três anos da Grande Pestilência,  

O Papa Clemente VI teve que sair a campo, expedindo  as bulas de 4 de julho e 26 de setembro de 1348,    para protegê-los,  isentando-os de qualquer responsabilidade no contágio da Peste. Mas menos pôde fazer quando os campos e as estradas da cristandade inteira foram tomadas por quadrilhas de bandoleiros e assaltantes que, aproveitando-se do sumiço das autoridades, o vazio deixado pelo braço da lei, agora encolhido,  fizeram do crime e do roubo uma permanente maneira de viver.        

Quando a Praga por fim arrefeceu,  no final do ano de 1351, saciada por tanta gente que mandara para os fundos escuros da Terra, encerrando aquele império da dor e do lamento que se estendera por cinco anos, as elites medievais européias,  com a fé profundamente abalada pela devastação sofrida,  inclinaram-se por temas mórbidos, por querer empilhar caveiras nas capelas e decorar os interiores com tíbias e ossos, por organizarem “ danças da morte” e outras loucuras do gênero. Histórias de assombrações e pavores do além deram para fazer parte do gosto dos que sobreviveram à hecatombe da Peste Negra, ainda estonteados pelo milagre de  estarem de pé, vivos,  depois daquele horror todo.  Não se sabe quantos deles, dali em diante, seguiram os conselhos de um monge inglês que, em poucos versos,  recomendava:

“Aquele que está inteiro, livre da enfermidade/ E resistiu ao golpe da pestilência/ que se alegre e deixe de lado todas as tristezas/

Que fuja do ar maligno e evite a violência/ que beba o bom vinho e coma carnes saudáveis/ que caminhe pelo ar limpo e evite a nuvem negra “

(John Lydgate -  Dietary  and Doctrine for the Pestilence)

 

Veja também:

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Fonte: Especial para Terra
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