Enem: fake news e indígenas são temas possíveis da redação

Especialistas, que apostam também em preconceito linguístico, dizem que prova dá prioridade a temáticas sociais

4 nov 2018
01h02
atualizado às 09h43
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SÃO PAULO - Alguns temas que podem aparecer na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece neste domingo, 4, são indígenas, fake news e preconceito linguístico. Em conversa com o Estado, especialistas avaliam que a prova costuma não abordar questões polêmicas e nos últimos anos tem dado prioridade para assuntos sociais.

Os temas da redação do Enem são sempre sobre eventos nacionais, que tenham acontecido no ano da avaliação e tenham uma problemática. Para a coordenadora de Português do Grupo Etapa, Simone Motta, a variedade linguística no Brasil e o preconceito resultante é um tema possível que se encaixa nessas características. Outra temática é a questão indígena que, segundo ela, é uma pauta que todos os anos está em discussão. "O aluno pode dar uma olhada nos temas dos últimos anos para identificar a semelhança entre eles", aconselha.

Candidata lê em frente a local de aplicação de prova do Enem
Candidata lê em frente a local de aplicação de prova do Enem
Foto: Dario Oliveira / Estadão Conteúdo

A professora de Redação do Objetivo Viviani Xanthacos, também adiciona que as fake news podem aparecer não diretamente, mas com um tema relacionado, como a confiabilidade na era da informação e as dificuldades. "O aluno tem que analisar como o tema afeta ou exclui um grupo e como pode ser revertido", explica.

Dicas para a redação do Enem

Com uma duração de 5h30, a professora Simone recomenda reservar 1h30 para a redação e que cada um siga a rotina aplicada durante o ano. "Não dá para falar que comece ou termine pela redação", diz. "Cada um tem uma zona de conforto e é bom fazer o que está habituado".

Já para a professora Viviani, antes de começar a prova, o aluno pode ler o tema da redação e criar uma lista com palavras relacionadas, para que deixe as ideias "amadurecerem" enquanto responde as questões. A professora ainda aconselha que os alunos escrevam primeiro a proposta de intervenção, a solução para a temática, já que ajuda não esquecê-la e ter mais clareza do objetivo. "É mais rápido, assegura que pensou na proposta e o texto fica mais coerente", conta.

Na redação, as especialistas ainda orientam que as palavras-chave já apareçam na introdução e depois ao longo do texto usar sinônimos.

Independente do tema, os alunos devem levar em conta que desrespeitar a Constituição pode levar a anulação da prova. "Toda solução sugerida tem que passar pela questão legal e respeitar os direitos humanos", afirma Viviani.

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Estadão Conteúdo

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