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Estudar fora é mais simples do que parece

O primeiro passo para uma graduação no exterior é definir os objetivos; depois, a receita é planejar e calcular bem os custos

31 mai 2022 - 05h10
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Para muitos, a graduação ideal pode ser aquela com as aulas em inglês, francês ou alemão. Estudar fora do País é a meta de cada vez mais alunos - que para ser alcançada exige um planejamento rigoroso. "Com o controle da pandemia, vemos a procura pela graduação no exterior aumentar. Muitas instituições estrangeiras oferecem programas de capacitação acadêmica para ajudar o estudante que não está pronto, com cursos online. E estão cada vez mais abertas, democratizando seu acesso", comenta Alexandre Argenta, presidente da Belta, associação que reúne agências de intercâmbio.

O primeiro passo para a escolha de uma graduação no exterior é definir os objetivos que se pretende alcançar com a formação. O primeiro ponto é refletir sobre a intenção de retornar ao Brasil após a formatura ou se estabelecer profissionalmente em outro país. Essa questão é prioritária porque influencia na escolha do curso. Caso o estudante deseje voltar ao Brasil, precisa ter certeza de que seu diploma será aceito em determinadas carreiras nacionais. "Profissões como Medicina, Arquitetura e Direito, por exemplo, exigem a convalidação do diploma internacional. Já em outras áreas, como Data Science e outras mais ligadas à tecnologia, por exemplo, não há tal preocupação", explica Christina Bicalho, COO do Student Travel Bureau (STB).

SELEÇÃO ABRANGENTE

Cada instituição de ensino superior tem requisitos específicos para avaliar os candidatos. Em geral, as análises são abrangentes, de forma a identificar interesses profissionais e intelectuais, conquistas e mesmo as paixões e hobbies dos interessados nas vagas. Dessa forma, são conferidos fatores como desempenho acadêmico, atividades extracurriculares e cartas de recomendação - escritas por professores ou orientadores e que expõem os momentos marcantes da vida escolar e as qualidades acadêmicas.

Uma das etapas comuns a exames para graduação no exterior são as redações, denominadas essays. Elas podem ou não ter temas predefinidos, devem ter cunho pessoal e contar com aspectos gramaticais impecáveis. "O essay não se prepara da noite para o dia. Reflete quem a pessoa é, os livros que leu, o vocabulário que construiu. O estudante deve ser capaz de contar em poucos parágrafos o que construiu na sua vida escolar" comenta Chris Bicalho, do STB. Outra etapa em processos seletivos no exterior é a entrevista, feita por um integrante do corpo acadêmico da instituição. Manter a calma e agir com autenticidade são atitudes fundamentais nessa etapa.

E, antes de começar o curso, deve-se considerar uma questão relacionada ao seu final: a ideia de trabalhar no exterior logo após a conclusão da graduação. Isso porque há países, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, nos quais existe a possibilidade de estender a validade do visto para que o estudante possa exercer uma atividade remunerada. "Fazemos anualmente uma pesquisa de mercado para entender o que motiva os estudantes brasileiros a ir para fora. A questão de poder trabalhar legalmente no exterior é um dos principais fatores", comenta Alexandre Argenta, da Belta. "Uma graduação no exterior é um projeto caro. Quem precisa de uma ocupação remunerada não pode correr o risco de investir em uma formação sem a certeza de poder trabalhar legalmente."

Ao planejar uma graduação no exterior, deve-se ter uma atenção especial aos custos. Além dos valores cobrados pela instituição de ensino - o que inclui desde as cifras envolvidas no processo seletivo e, posteriormente, as anuidades -, a planilha deve prever gastos com alimentação, moradia e possíveis deslocamentos, por exemplo. Também é preciso prever algum dinheiro para lazer e hobbies, pois a dedicação aos estudos requer preocupação com o bem-estar.

A melhor forma de aliviar o bolso de quem faz um curso superior no exterior é conseguir bolsa de estudo. Cada instituição tem política própria de concessão dos benefícios, mas é comum avaliar o histórico escolar. Por isso, boas notas e atividades extracurriculares - que incluem ações voluntárias, culturais e esportivas - podem valer muito aos olhos dos avaliadores.

VALORES

Lucas Scolari Ariboni, especialista acadêmico responsável pelo Departamento de Universidades da Central de Intercâmbio dá uma estimativa. Segundo ele, os países do Leste Europeu, como Hungria, Polônia e República Checa, têm bom custo-benefício. Opções com programas 100% em inglês custam entre € 2 mil e € 10 mil por ano (entre R$ 10 mil e R$ 50 mil). "Daí tem de somar mais 900 euros por mês para o custo de vida, que inclui moradia, alimentação, lazer." Em Portugal, a anuidade varia entre € 3 mil e € 7 mil, com possibilidades de bolsas para brasileiros e acesso às instituições via nota do Enem.

Estadão
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