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Estudantes da USP, Unicamp e Unesp marcham até Palácio dos Bandeirantes, mas sofrem bloqueio da PM

Funcionários, sindicatos e movimentos sociais também participaram da manifestação nesta quarta-feira, 20, enquanto Conselho de Reitores afirma ter criado grupo de trabalho para dialogar com alunos

20 mai 2026 - 22h41
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Estudantes das universidades estaduais paulistas marcharam da Avenida Faria Lima até a Av. Morumbi nesta quarta-feira, 20, para pressionar o governo estadual sobre a pauta do orçamento das instituições. Alunos das universidades estaduais realizam paralisações em diferentes campi há cerca de um mês. Estudantes da USP estão em greve desde 14de abril, e chegaram a ocupar o prédio da Reitoria, do qual foram retirados pela Polícia Militar na madrugada do último dia 10.

Na manifestação desta quarta, além dos estudantes, funcionários, sindicatos e movimentos sociais também participaram do ato que começou às 14 horas e terminou por volta das 22h00. O objetivo inicial era chegar ao Palácio dos Bandeirantes. No entanto, a polícia militar realizou um bloqueio em todo o perímetro da sede do governo estadual e a passeata não conseguiu concluir o que estava programado.

Ao longo do percurso, algumas centenas de manifestantes gritaram palavras de ordem contra as reitorias e o governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O avanço da manifestação foi contido por três fileiras de policiais militares, incluindo tropa de choque e cavalaria, com viaturas ao fundo. Ao fim da marcha, um boneco inflável do governador levado pelos estudantes foi queimado, a cerca de 350m da sede do governo estadual. Questionados pela reportagem sobre o protesto e as críticas, a gestão estadual ainda não respondeu.

Por volta das 21h30, um núcleo de seis estudantes, dois advogados e um parlamentar, porém, tiveram a passagem liberada para ir até o palácio. O grupo foi recebido por um representante da Casa Civil do governo estadual que ouviu as reinvindicações dos estudantes das três instituições: mais investimentos em permanência estudantil, ampliação de moradia e melhoria na alimentação. A reportagem do Estadão entrou em contato com o governo de São Paulo para questionar o encontro e aguarda resposta.

Diálogo com os estudantes

Em paralelo ao ato, um grupo de alunos se reuniu nesta quarta-feira, 20, com representantes das universidades públicas paulistas. Segundo a Unesp, que preside o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulista (Cruesp), os alunos foram indicados pelo "Fórum das Seis" - coletivo sindical que articula interesses dos funcionários técnicos administrativos, professores e estudantes da USP, Unicamp e Unesp -, para discutir as pautas do movimento estudantil.

A reitoria afirmou ainda em nota que há uma pauta geral sendo tratada no âmbito do conselho e "uma nova reunião do grupo de trabalho com os representantes discentes deve ocorrer em junho. Não há nova data prevista para reunião do Cruesp", finaliza o comunicado.

Também nesta semana, a reitoria da USP criou uma comissão de moderação e diálogo institucional para mediar o conflito. A expectativa dos estudantes é encaminhar a mediação para uma retomada das negociações com a reitoria que foi suspensa no início do mês. Essa próxima etapa não foi confirmada pela universidade.

Já a Reitoria da Unicamp afirmou que as negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis permanecem em andamento: "A Universidade reitera o seu compromisso com a transparência e reafirma que prega, fundamentalmente, o diálogo constante e o respeito absoluto aos ritos democráticos que regem a instituição".

Estadão
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