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Ensino: metade dos alunos entre 15 e 17 anos está atrasado

17 set 2010 - 10h04
(atualizado às 10h15)
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Luís Bulcão Pinheiro
Direto do Rio de Janeiro

Apesar dos avanços na frequencia escolar, atualmente 97,6% dos brasileiros entre 7 e 14 anos, comparece a uma instituição de ensino, metade dos adolescentes, entre 15 e 17 anos, está atrasada em relação aos estudos. Segundo dados divulgados na Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), 49,1% dos adolescentes estão abaixo do nível adequado para a sua idade.

Taxa de escolarização líquida dos adolescentes de 15 a 17 anos, segundo o IBGE
Taxa de escolarização líquida dos adolescentes de 15 a 17 anos, segundo o IBGE
Foto: IBGE / Divulgação

A pesquisa ainda chama atenção para o fato de que a escolaridade entre os 15 e 17 anos ainda não está universalizada, apesar de ter passado de 81,9%, em 2004, para 85,2% em 2005. A região Nordeste é a que apresenta o quadro mais preocupante. Somente 39,2% dos adolescentes nessa faixa etária estão no ensino médio. Isso significa 10 anos de atraso em relação à região Sudeste, que tinha mais de 40% dos adolescentes no ensino médio em 1999.

Ana Lúcia Saboia, gerente de indicadores sociais do IBGE afirma que a frequencia escolar é uma conquista recente e que ainda falta resultados na qualificação do ensino. "Os desafios continuam a existir. Sem dúvida, isso reflete a fragilidade do sistema educacional nas décadas passadas", afirma.

Só para os ricos
Os índices mostram que somente 32% dos adolescentes entre 15 e 17 anos situados entre os 20% mais pobres da população frequentam o ensino médio. Enquanto, entre os 20% mais ricos, a porcentagem sobe para é de 78.

De acordo com o IBGE, a baixa escolarização dos adolescentes é decorrente do atraso ocorridos no ensino fundamental. O fato de a maioria das crianças ingressarem na vida escolar sem antes ter passado pela pré-escola provoca, segundo a pesquisa, um atraso de dois anos.

A pesquisa revela ainda que o brasileiro de 15 ou mais anos de idade tem uma média de 7,5 anos de estudo, ou seja, o que é insuficiente para concluir o ensino fundamental. Mesmo os 20% mais ricos, onde a média é de 10,4 anos de estudo, não alcançam os 11 anos de estudo necessários para concluir o Ensino Fundamental.

Analfabetismo
O Brasil ainda tem 14,1 milhões de pessoas analfabetas. A maior incidência de analfabetismo ocorre entre a população que se declara preta ou parda, 70%. Em relação à idade, a pesquisa mostra que 42% daqueles que não sabem ler e escrever têm 60 anos ou mais. A região nordeste continua abrigando mais da metade dos analfabetos do país, 52%.

Em dados comparativos, a pesquisa mostra que a população analfabeta envelheceu. Agora 42,6% dos analfabetos têm 60 anos ou mais. Em 1999, a proporção era de 34,4%. Já a população de 15 a 24 anos representa apenas 4,6% dos analfabetos. Em 1999, este número era de 10,1.

Fonte: Especial para Terra
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