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Como fazer com que o jovem se motive para o aprendizado

O estudante se sente mais motivado a aprender quando vê sentido no conhecimento

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Fazemos qualquer coisa melhor se estivermos motivados. Esse estado vem de um conjunto de fatores psicológicos, fisiológicos, de ordem intelectual e também afetiva.

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O escritor, tradutor e poeta José Paulo Paes declarou certa vez em entrevista que a motivação para começar a ler e depois a escrever surgiu na infância. Ele queria, como os adultos de sua família, "se divertir e suspirar diante dos sinaizinhos pretos impressos no papel."

Os educadores que atuam com jovens - um grupo que em poucos segundos pode oscilar do entusiasmo ao tédio - adorariam saber segredos como os do poeta para ter e manter em sala de aula estudantes interessados no aprendizado. Mas o que funciona para motivar um não necessariamente vai atrair o outro. O que há, então, de fundamental nessa história?

Todos percebem que bons estudantes são aqueles que têm uma atitude positiva em relação ao conhecimento. E o desejo que impulsiona esses alunos pode partir de algo bem simples, como aprender inglês para cantar melhor as músicas preferidas, por exemplo. O que interessa sempre é que o conhecimento traga algum tipo de retorno ou recompensa.

Em uma experiência realizada na universidade americana de Stanford, divulgada no ano passado, foi oferecido a um grupo de pessoas uma recompensa em dinheiro para incentivar a lembrança de um conteúdo.

Poderia ser outro tipo de compensação, como alimento ou lazer, o fundamental da pesquisa era estudar o comportamento da memória (essencial para o aprendizado) e da motivação (acionada quimicamente no cérebro por circuitos de recompensa) a partir de um estímulo de recompensa.

Os cientistas concluíram, observando a atividade cerebral, que há uma preparação do cérebro para armazenar informações desde que o indivíduo se importe com isso. Um incentivo pode abrir as portas da disposição para aprender.

O conselho dos pesquisadores aos professores é que eles apresentem aos alunos as vantagens do conteúdo que estiverem ensinando. Lembram, no entanto, que a motivação tem uma natureza interna, quando o próprio conteúdo gera o interesse, e uma externa, como um prêmio ou uma boa nota.

Quanto mais idade tem um aluno, mais importante fica a motivação interna, e a externa tem de ser poderosa, mais elaborada, para acionar o interesse juvenil.

O estudante precisa ver sentido na utilidade do conhecimento, tanto quanto o professor. Se este não sabe justificar a necessidade de determinado conteúdo para o jovem, essa falta de clareza desvaloriza a aprendizagem.

Não é fácil dar conta da tarefa. Primeiro porque a diferença de desenvolvimento entre os jovens é mais acentuada no ensino médio. Eles amadurecem em tempos diversos. Eles aprendem em ritmo diferente, os interesses são díspares. E é preciso trabalhar na direção de todos e de cada um.

Isso torna essencial que o professor conheça, leia e informe-se sobre as particularidades da faixa etária com a qual se está trabalhando, sua atuação no mundo, seus interesses, suas linguagens, receios, esperanças, angústias.

A melhor fonte desse conhecimento é o próprio jovem, então, conversar com ele é fundamental. Além do fato de que uma maior interação entre o professor e o aluno melhora o relacionamento em sala de aula, o interesse do professor percebido pelo estudante passa a mensagem de que o aluno é parte do processo de aprendizagem e não um "depósito" de conteúdos.

Estratégias variadas

Atividades que costumam conquistar os jovens são aquelas em que o aluno pode usar recursos próprios, não necessariamente desenvolvidos na escola. Hoje, a maioria dos jovens é bastante hábil no uso das novas tecnologias. Trazer essas habilidades para a escola motiva o aluno a produzir algo novo e sintetiza o processo de conhecimento de modo mais significativo e prazeroso.

Outra estratégia na valorização da aprendizagem é rever a dicotomia histórica entre o pensar e o fazer imposta no processo formal de ensino. Os jovens são criativos e gostam de propor, inventar e construir com olhos voltados para a sua realidade. Que possam então, por exemplo, se envolver com a busca de informações, análise dos problemas e levantamento de soluções para a melhoria da qualidade de vida para a sua comunidade ou para incentivar o uso sustentável dos recursos na sua cidade, país ou no planeta.

Iniciativas dessa natureza tendem a captar mais o interesse do aluno porque promovem uma aprendizagem multidisciplinar, uma característica que está presente no mundo e em sua vida o tempo todo. O mestre, na função de estar sempre buscando coisas interessantes para mostrar aos seus aprendizes, também se motiva. Cria-se a situação mais favorável à aprendizagem: a troca de conhecimentos num ambiente de motivação recíproca.

Fonte: Patrícia Mortara, psicóloga, professora da PUC/SP, orientadora pedagógica do ensino médio no Colégio Santa Cruz, em São Paulo.

Fonte: Redação Terra
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