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Encontrar trabalho sempre foi uma boa forma de escapar da pobreza: na Espanha, isso está deixando de ser verdade

Os salários juvenis subiram 11,4% em 2024, chegando a R$ 89,6 mil anuais. No entanto, o preço da moradia continua disparado: um apartamento custa em média R$ 1,2 milhão, o equivalente a 14 anos do salário médio

21 ago 2025 - 07h09
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Foto: Xataka

A lacuna existente entre o custo de vida e os salários na Espanha coloca em xeque se ter um trabalho (mesmo quando estável) ainda é uma garantia de subsistência sem cair em risco de pobreza. Segundo o último relatório do Observatório de Emancipação do Conselho da Juventude da Espanha, cerca de 30% dos jovens na Espanha vivem em risco de pobreza ou exclusão social, mesmo estando empregados.

Ter um emprego deixou de ser sinônimo de segurança para os menores de 30 anos. De acordo com os dados do relatório do Observatório de Emancipação, 18,8% dos jovens que trabalham estão em risco de pobreza. Esse número quase duplica os dados de 2009 e confirma o desgaste do mercado de trabalho como escudo protetor.

O relatório aponta que, para quem não tem emprego, a realidade é ainda mais severa: mais de 52,1% dos jovens desempregados vivem abaixo do limiar da pobreza, o dobro da média total da população jovem.

Os salários aumentam e o desemprego juvenil diminui

Os números revelados pelo relatório mostram que, embora o salário médio dos jovens tenha subido 11,4% em 2024, atingindo 14.046 euros anuais (R$ 89,6 mil), uma grande parte dos jovens não consegue garantir uma qualidade de vida suficiente com esse salário. 53,6% dos jovens entre 16 e 29 anos não possuem renda própria e, em 14,9% dos lares jovens, nenhum dos membros tem emprego.

O Observatório reconhece que os números do desemprego juvenil melhoraram, caindo para 19,1%, o valor mais baixo desde 2007. No entanto, mantém-se em um ...

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