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Brasileiro medalha de prata na 'Copa do Mundo de Física' cita sacrifício, mas exalta benefícios: 'Superimportante para currículo'

Goiano Gabriel Moreira viajou com a equipe brasileira para Lund (Suécia) para disputas com alunos do ensino médio de vários países.

4 ago 2025 - 04h59
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Resumo
Estudantes brasileiros de Goiás e São Paulo conquistaram medalha de prata na International Young Physicists' Tournament, na Suécia, após intensos meses de preparação e destacaram a importância da experiência para estudos futuros.
Estudantes brasileiros brilham e conquistam medalha de prata em 'Copa do Mundo de Física'
Estudantes brasileiros brilham e conquistam medalha de prata em 'Copa do Mundo de Física'
Foto: Divulgação/IYPT

Cinco jovens brasileiros, estudantes de escolas de Goiás e de São Paulo, brilharam e conquistaram um feito marcante recentemente: a medalha de prata em uma das competições de física mais exigentes do mundo, a International Young Physicists' Tournament (IYPT), também conhecida como 'Copa do Mundo de Física'.

A equipe, formada por Gabriel Bassi de Barros Moreira, Mateus Moreira Bastos, Fernando Giron Paranhos de Ávila, Alice Jordão Motta A. Carvalho e Davi Dochi Scarabelli, viajou para Lund, na Suécia, para uma semana de disputas com estudantes do ensino médio do mundo todo. O torneio aconteceu entre os dias 30 de junho e 6 de julho. 

"A conquista foi bem emocionante. Todo mundo ficou feliz, até porque a competição demanda um investimento muito grande de tempo, foi bem emocionante ver que todo esse investimento, todo o sacrifício, realmente valeu a pena. [...] Foi muito bom trazer uma conquista assim de volta para o Brasil", afirma o capitão da equipe, o goiano Gabriel, ao Terra.

O estudante de 17 anos, que é apaixonado por Física, conta que seu interesse pela área surgiu quando ainda estava no 9º ano do ensino fundamental ao fazer a Olimpíada Brasileira de Física. Hoje, ele está na 3ª série do ensino médio e já participou duas vezes da IYPT. No ano passado, ele levou para casa a medalha de bronze. 

"Mesmo antes de começar a competição, eu já lia livros mais básicos. Li os fundamentos da física. Mas, assim que eu comecei a IYPT, passei a transitar para livros mais complexos, sobre eletromagnetismo, mecânica clássica, misturando um pouco com análises mais profundas de energia e relatividade. Eu faço a Olimpíada Brasileira de Física desde o 1ª ano. Então, eu tive bastante tempo para realmente melhorar", destaca o jovem.

'Copa do Mundo de Física' foi realizada na Suécia
'Copa do Mundo de Física' foi realizada na Suécia
Foto: Arquivo pessoal

Como funciona a 'Copa do Mundo de Física'

A IYPT é uma competição científica entre equipes de estudantes do ensino médio de vários países. Em vez de provas tradicionais, com respostas certas, os participantes precisam trabalhar em 17 problemas de investigação aberta de diversos temas avançados da física e apresentar os resultados obtidos.

O torneio conta com várias rodadas de debates científicos, em que as equipes apresentam, discutem e defendem seus trabalhos, tudo em inglês. Durante o torneio, os participantes assumem papéis de Relator, Oponente e Revisor e são avaliados por um júri internacional de acordo com a profundidade de suas investigações. 

Após a fase de grupos, chamada de physics fights (lutas físicas, em tradução livre), o Brasil terminou em 10º lugar de 35 equipes, o que garantiu a medalha de prata nessa etapa. Somente quatro equipes -- de Singapura, Eslováquia, Alemanha e China -- foram para a 'luta final'. O primeiro lugar ficou com a equipe de Singapura.

Fase de preparação

A conquista da medalha de prata é resultado de meses de preparação intensa. A seleção dos integrantes acontece a partir do Torneio Brasileiro de Jovens Físicos, que reúne colégios de todo o País. As cinco equipes mais bem colocadas na competição indicam um aluno cada para compor a delegação nacional.

Antes de embarcar para a Europa, desde abril, os selecionados participaram de encontros semanais, aos sábados, a maioria de forma online, para apresentarem uns para os outros as soluções que estavam desenvolvendo, além de simularem o modelo de discussão da competição. 

A fase de preparação envolveu construção de equipamentos, simulações, análise de resultados e treinos de apresentação e oratória. Eles contaram com a ajuda de professores de suas próprias escolas e da comissão organizadora do IYPT Brasil.

Gabriel aponta que uma das vantagens da participação é desenvolver o trabalho em equipe. "É uma experiência bastante interessante, ela enriquece a capacidade do estudante de trabalhar em equipe, independente do ambiente. Eu acho que isso é superimportante para o currículo."

Gabriel Bassi de Barros Moreira, capitão da equipe
Gabriel Bassi de Barros Moreira, capitão da equipe
Foto: Arquivo pessoal

Estudos no exterior

Além de gostar muito de Física, Gabriel conta que outro motivo o levou a querer participar mais de olímpiadas e competições sobre o tema: a vontade de estudar no exterior. 

"No 9º ano do ensino fundamental, quando eu comecei a querer estudar fora, vi que, para participar de processos seletivos das instituições, eu precisava mostrar quem eu era e o que eu consigo alcançar", diz o estudante. Como parte do processo de admissão, muitas universidades estrangeiras avaliam, entre outros quesitos, o histórico escolar dos alunos e as atividades extracurriculares que desempenharam.

Atualmente, Gabriel é aluno do Prep Program, um preparatório gratuito e personalizado da Fundação Estudar para jovens no penúltimo ou último ano do ensino médio que sonham em fazer graduação no exterior. No programa, ele recebe apoio e mentorias para se candidatar nas universidades estrangeiras.

Gabriel pretende fazer o curso de Engenharia. Entre as instituições que ele deseja tentar, estão o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Stanford University.

"Acho que misturar a Física com a realidade, que é o que você faz realmente com os experimentos, é algo que me interessa muito mais do que ela só no papel. Acho que Engenharia é o lugar que eu realmente tenho espaço para eu conseguir exercitar isso."

Fonte: Redação Terra
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