Brasil será o último lugar do Pisa na América Latina, diz ministro da Educação

Abraham Weintraub comentou desempenho do País no exame internacional, que terá resultado divulgado oficialmente em dezembro. Ele atribuiu resultado ruim a gestões anteriores

19 nov 2019
21h32
atualizado em 20/11/2019 às 10h41
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BRASÍLIA - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou que o Brasil deverá ficar em último lugar na América Latina no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), um exame feito com base amostral entre estudantes de 15 anos. Coordenada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a avaliação terá seu resultado divulgado em dezembro. O ministro comentou o desempenho de estudantes brasileiros, afirmou que o País teve um resultado ruim e atribuiu o resultado a gestões anteriores do governo e do que ele classificou com "abordagens esquerdistas."

Questionado se estava adiantando os dados, Weintraub foi vago. "Tem uma grande probabilidade de a gente estar figurando lá no fundo, nas últimas posições", disse. E depois completou: "Estou supondo com base em números robustos."

Durante evento no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que a meta é conseguir colocar o Brasil em primeiro lugar na América Latina nesse ranking. Mas conta para isso com um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro. "Não sou eu quem vai fazer. Um monte de profissionais, que não tinha espaço antes, está substituindo os 'experts'", completou.

Os dados sobre o Pisa foram informados quando a equipe do MEC anunciava mais uma etapa do Educação Conectada, um programa criado na gestão do governo de Michel Temer para conectar escolas públicas com internet. Nesta fase, 32 mil instituições vão ganhar conexão em 2020. Os recursos serão repassados diretamente para as instituições ainda este ano. A expectativa é de que o projeto como um todo tenha um investimento de R$ 224 milhões atéo fim do ano. A meta é que 70 mil escolas sejam atendidas.

Podem participar desta ação escolas que tenham pelo menos três computadores para uso dos alunos, no mínimo um computador para uso administrativo, uma sala de aula em funcionamento e mais de 14 alunos matriculados. A ideia é que 100% das escolas estejam aptas a receber internet.

Estadão
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