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Brasil ainda tem 5,4% que não sabem ler e escrever; qual é o perfil do analfabeto no País

De acordo com novo lebantamento do IBGE, a falta de alfabetização na população em geral é de 5,4%

22 mar 2024 - 11h29
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Analfabetismo impede a plena realização de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que é ajudar o indivíduo a exercer a sua cidadania
Analfabetismo impede a plena realização de um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que é ajudar o indivíduo a exercer a sua cidadania
Foto: Divulgação

Embora os níveis educacionais do Brasil venham melhorando ano após ano, o País tinha 9,3 milhões de analfabetos em 2023 (5,4% da população) – queda de 0,2 ponto porcentual ante o ano anterior, o que equivale a 232 mil pessoas. O problema revela desigualdades de acordo com a raça e a idade, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD)/Educação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, 22.

Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos, mostra o levantamento. Em 2023, eram 5,2 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 15,4% para esse grupo etário, quase três vezes mais do que a da população em geral.

“O analfabetismo hoje no Brasil está concentrado entre as pessoas mais idosas”, afirma a pesquisadora Adriana Beriguy, que apresentou os resultados. Os idosos não frequentaram a escola ou tiveram aprendizado muito precário e, por isso, carregam essa condição de analfabetos ao longo da vida. A população mais jovem está muito mais escolarizada.”

No recorte por cor ou raça, revela-se também grande diferença entre as taxas das pessoas brancas e das pretas ou pardas. No ano passado, 3,2% dos brancos eram analfabetos, ante 7,1% para pretos e pardos, mais que o dobro.

Quando os pesquisadores sobrepõem as questões etária e racial, o problema fica ainda mais grave: a taxa de analfabetismo dos brancos de 60 anos ou mais é de 8,6% e entre os negros ela quase triplica, chegando a 22,7%.

Na divisão por gênero, os números são mais parecidos: 5,2% para as mulheres e 5,7% para os homens.

Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), a redução do analfabetismo na população em geral deveria alcançar 6,5% em 2015 e a erradicação total até o fim de 2024. A meta intermediária foi alcançada em 2017.

A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais, em 2023, foi 9,9 anos. Nos dois últimos anos, essa média ficou estável. Entre as mulheres, a média foi de 10,1 anos de estudo, enquanto para os homens, 9,7.

Com relação à cor ou raça, mais uma vez, a diferença foi considerável, registrando-se 10,8 anos de es- tudo para as pessoas de cor branca e 9,2 anos para as de cor preta ou parda, diferença de 1,6 anos entre esses grupos, que caiu pouco desde 2016, quando era de dois anos.

Entre as crianças de 0 a 3 anos, a taxa de escolarização foi 38,7%, o equivalente a 4,4 milhões de estudantes. Comparado ao ano de 2022, a taxa de escolarização das crianças de 0 a 3 anos apresentou a variação mais expressiva: 2,7 pontos porcentuais; frente a 2016, a expansão foi de 8,4 p.p.

Entre as crianças de 4 a 5 anos, a taxa foi de 92,9% em 2023, e de 91,5% em 2022, totalizando 5,8 milhões de crianças. Já na faixa de 6 a 14 anos, a universalização, desde 2016, já estava praticamente alcançada, mantendo-se em 99,4% das pessoas na escola em 2023, mesmo percentual de 2022.

A taxa de escolarização entre os jovens de 15 a 17 anos em 2023 foi de 91,9%. Entre as pessoas de 18 a 24 anos e aquelas com 25 anos ou mais, 30,5% e 5,0% estavam frequentando escola, respectivamente.

As pessoas de 18 a 24 anos são aquelas que idealmente estariam frequentando o ensino superior, caso completassem a educação escolar básica na idade adequada.

Contudo, o atraso e a evasão escolar estão presentes tanto no ensino fundamental quanto no médio. Consequentemente, muitos jovens entre 18 e 24 anos já não frequentam mais a escola e alguns ainda frequentam as etapas da educação básica obrigatória.

Em 2023, a taxa de escolarização das pessoas de 18 a 24 anos, independentemente do curso frequentado, foi de 30,5%, percentual próximo ao registrado em 2022. Por sua vez, 21,6% desses jovens frequentavam graduação e 8,9% estavam atrasados, frequentando algum dos cursos da educação básica. Já 4,3% haviam completado o ensino superior e 65,2% não frequentavam escola.

O levantamento do IBGE mostrou o menor número dos jovens “nem-nem”, que não estudam nem trabalham desde 2019. Na avaliação do instituto, essa tendência se deve mais a uma demanda do mercado de trabalho do que a um retorno desse grupo às salas de aula.

Estadão
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