Após renúncia coletiva, conselho do Santa Cruz tem novos nomes anunciados

Antigos conselheiros do colégio, um dos mais tradicionais da elite paulistana, pediram demissão alegando ingerência religiosa

14 mar 2019
19h34
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SÃO PAULO - Depois de uma renúncia coletiva de parte dos conselheiros, o colégio Santa Cruz anunciou nesta quinta-feira, 15, os novos integrantes de seu conselho. Foram anunciados quatro novos nomes, todos eles são ex-alunos ou pai de alunos.

Passam a integrar o conselho o publicitário Celso Loducca, o jornalista e professor Eugênio Bucci, o executivo Pedro Villares e o advogado Roberto Quiroga. "Reconhecidos em suas diversas áreas de atuação e vinculados à história e à comunidade do colégio, os novos membros trarão colaborações para que o Conselho siga tendo um papel de alta relevância na gestão da escola e no aprimoramento de seu projeto educacional", diz comunicado da escola aos pais.

No fim de fevereiro, quatro integrantes do Conselho de Administração pediram renúncia alegando que a Congregação de Santa Cruz, mantenedora do colégio, iria aumentar sua ingerência na escola. A mudança preocupou os pais de alunos, que temem uma descaracterização do projeto pedagógico da unidade.

O Santa Cruz é um dos mais tradicionais colégios da elite paulistana, frequentado por filhos de empresários e banqueiros. Tem entre seus ex-alunos o presidente do Banco Itaú, Candido Botelho Bracher, que era um dos integrantes do conselho da instituição e que pediu renúncia. Além dele, também deixaram o cargo o cientista Fernando Reinach, presidente do colegiado, o administrador Ricardo Belotti e o engenheiro Lair Krahenbuhlr - todos ex-alunos, com exceção do último.

Com 67 anos, o colégio há mais de 20 anos era gerido pelo Conselho de Administração, que tinha autonomia para nomear diretores e administrar o orçamento. Na última reunião, porém, a mantenedora informou que transformaria o conselho em órgão apenas consultivo, o que resultou na renúncia.

Desde 2010, quando irmãos religiosos americanos assumiram a liderança da congregação, no lugar de padres canadenses que fundaram o colégio, havia receio de que a escola pudesse perder o caráter leigo. Embora façam parte da mesma entidade, os americanos são considerados mais conservadores. Os canadenses são vistos como mais progressistas e engajados com problemas sociais.

Estadão
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