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Educação

Apesar do avanço da covid, Bolsonaro diz querer volta às aulas presenciais 'em todos os níveis'

Em conversa com apoiadores ao retornar ao Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira, 2, o chefe do Executivo criticou a resistência de reitores à retomada

2 dez 2020
23h00 atualizado às 23h59
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23h00 atualizado às 23h59
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BRASÍLIA - Apesar do crescimento de casos de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro disse desejar o retorno das aulas presenciais em todos os níveis de ensino. Em conversa com apoiadores ao retornar ao Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira, 2, o chefe do Executivo criticou a resistência de reitores à retomada.

"Estamos tentando a volta às aulas. Conversei agora com o ministro da Educação. Queremos voltar às aulas presenciais em todos os níveis, mas os reitores agora chegaram nele... 'não, queremos só começar em 2022'. Aí, no meu entender, não tem cabimento", disse o presidente.

A manifestação de Bolsonaro ocorre no mesmo dia em que o Ministério da Educação publicou, e foi pressionado a revogar, portaria que recomendava a retomada das aulas presenciais nas instituições de ensino superior a partir de 4 de janeiro.

A preocupação com a nova escalada de contaminações pelo coronavírus tem feito Estados e instituições adotarem cautela para restabelecer rotinas. Na cidade de São Paulo estão autorizadas aulas apenas para o ensino médio, e grupos de pais se mobilizam para pedir o retorno presencial ainda este ano.

Os jovens são considerados os que melhor se adaptam ao ensino online, além de terem grande chance de propagar o novo coronavírus. Em vários países, o ensino superior tem se mantido a distância. Por outro lado, há uma grande defesa da manutenção das escolas de ensino básico - infantil, fundamental e médio, abertas mesmo durante lockdown, diante do risco de reflexos sociais e de aprendizagem no futuro.

Como mostrou o Estadão, a portaria do MEC poderia ser judicializada porque universidades têm autonomia e existe previsão legal para que governos regionais tomem decisões de caráter sanitário. A repercussão negativa da portaria do ministro Milton Ribeiro, entre instituições e especialistas que disseram que a medida era inconstitucional, acabou fazendo o governo voltar atrás.

Mourão. No diálogo com apoiadores, Bolsonaro, sem máscara, também comentou a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de adotar a bandeira vermelha na tarifa de luz a partir deste mês.

O presidente reafirmou que a medida é necessária, para evitar apagões e racionamento. Disse, ainda, que ordenou à equipe do Alvorada a adoção de medidas para redução do gasto com energia a partir do mês seguinte.

Ao fazer o comentário, disse que as medidas poderiam gerar problemas de segurança e concluiu sugerindo, em tom de brincadeira, que a guarda oficial prefere ele ao vice, Hamilton Mourão.

"Eu quero a conta de luz do mês que vem menor do que essa. Não sou eu que pago. É o cartão corporativo. Quantas pessoas comem aqui todo dia? Mais de 150 pessoas. E tem que ter segurança. Com todo o respeito ao pessoal que está aqui, não existe segurança perfeita. Pode acontecer um problema um dia aí. E eles me protegem porque preferem eu (sic) do que o vice", declarou, rindo.

Estadão
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