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Alunos do Mackenzie convocam assembleia após nota ruim do MEC

9 jan 2013 - 19h09
(atualizado às 19h10)
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Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie convocaram para o próximo dia 21 uma assembleia para discutir os eventuais problemas na graduação, que obteve desempenho insatisfatório no Conceito Preliminar de Curso (CPC), conforme divulgado na terça-feira (18) pelo Ministério da Educação (MEC). A universidade – uma das mais tradicionais de São Paulo – foi uma das 21 instituições de ensino do país a figurarem na lista com 38 cursos reprovados na avaliação, que leva em conta a estrutura das instituições, o quadro de professores e o desempenho dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

A notícia da reprovação surpreendeu o coordenador do curso, Paulo Corrêa, que lembrou que a má avaliação é algo “inédito”. Ele, porém, reiterou que o corpo docente irá se esforçar para reverter o resultado ruim, independentemente do que pode ter puxado para baixo o desempenho.

“Foi a primeira vez que o curso foi mal avaliado, em 95 anos de história. Nossos ex-alunos são muito bem recebidos pelo mercado de trabalho e, de fato, nos causou imensa surpresa (o desempenho na avaliação)”, afirmou ao Terra, nesta quarta-feira. 

“Mas independentemente do mérito dos processos de avaliação, o corpo docente assume a responsabilidade, irá estudar o que ocorreu e tentar reverter essa avaliação negativa”, completou Corrêa, que disse ainda não ter avaliado em detalhes o CPC, sobretudo a análise feita pelos alunos – um dos componentes mais importantes da nota.  Já a direção do Mackenzie disse, em nota, que as atividades da graduação e o ingresso dos estudantes ocorrerão normalmente em 2013, classificando o episódio como “atípico”.

Por sua vez, o diretório acadêmico do curso (Dafam) informou, na nota de convocação da assembleia, que pretende discutir com os estudantes a “qualidade geral do ensino nos últimos anos e o que as mudanças mais recentes têm influenciado nos resultados”; além de abordar temas como a “infraestrutura sucateada” e a “superlotação” da faculdade.

O coordenador do curso negou que haja “sucateamento” na infraestrutura, e lembrou a faculdade passou por uma reforma recentemente. Corrêa também rejeitou que haja superlotação nas salas de aula, mas admitiu que algumas melhorias são necessárias.

“Ainda aguardamos a chegada de alguns equipamentos para este ano, e estamos discutindo outras melhorias que precisam ser implementadas. (...) Nós admitimos que há alguns problemas, mas não concordo que haja sucateamento ou superlotação. (...) Não há um aluno fora da sala de aula. Não há um aluno que não tenha uma mesa para fazer seus trabalhos”, afirmou.

Outros reprovados

Os 38 cursos com desempenho insatisfatório receberam nota igual ou menor que 2 no CPC – em uma escala que vai até 5 – e serão punidos com a suspensão de autonomia, ficando impedidos de abrir novas vagas enquanto não foram cumpridas as exigências do MEC para a melhoria dos indicadores. Na lista estão sete centros universitários, quatro institutos federais de educação, cinco universidades privadas, além das quatro universidades federais: de Rondônia, do Tocantins, do Vale do São Francisco e do Recôncavo da Bahia.

Entre as instituições de São Paulo que tiveram cursos reprovados pelo MEC estão as universidades católicas de São Paulo (PUC-SP), cujas graduações mal avaliadas foram Geografia e História;  e de Campinas (PUC-Campinas), que obteve desempenho insatisfatório nos cursos de Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Civil, Letras e Química.

Em nota, a PUC-SP disse que a “avaliará todos os componentes que levaram ao resultado não adequado”, e que “buscará melhorar o que for necessário”. Já a PUC-Campinas informou que “aguardará o comunicado oficial do MEC para tomar as providências necessárias”, e que busca “permanentemente a excelência do ensino de graduação”, ressaltando que “o vestibular para esses cursos não será suspenso”.

Fonte: Terra
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