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Tratamento à base de células-tronco ajudou Cristiano Ronaldo a se recuperar de lesão

19 jul 2016
10h51
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A lesão de Cristiano Ronaldo tirou o craque da semifinal da liga dos campeões de clubes da Europa contra o Manchester City, da Inglaterra, e deixou uma dúvida sobre a participação do jogador nos principais torneios do futebol europeu no ano. Mas o tratamento foi um sucesso e Cristiano Ronaldo não só se recuperou da lesão, como fez o gol do título do Real Madri e foi a grande estrela de Portugal na campanha vitoriosa da Eurocopa.

A utilização de tratamentos à base de células-tronco por atletas está cada vez mais frequente. Um dos maiores lutadores do UFC, o brasileiro Rodrigo Minotauro, passou pelo tratamento nos Estados Unidos para aliviar lesões e dores provocadas pelas lutas. O lutador foi convidado a experimentar os benefícios que as células-tronco proporcionam e o resultado, segundo Minotauro, foi bastante positivo.

A técnica consiste na retirada de células mesenquimais da gordura e aplicação nas articulações. O tratamento com células-tronco é para estimular o crescimento da cartilagem. No caso de Minotauro, o material foi aplicado no joelho, quadril e cotovelo.

"Estas células se mostraram mais versáteis, portanto mais capazes de serem transformadas em diversas outras células e tecidos como osso, músculo, gordura, pele e cartilagem. Também se revelam capazes de serem armazenadas, preservadas e, posteriormente, expandidas, o que aumenta a possibilidade de aplicações terapêuticas futuras", revela o Dr. Eder Zucconi, Diretor da StemCorp - banco privado de armazenamento de células-tronco.

Atualmente a StemCorp é a única empresa no Brasil que realiza a coleta, armazenamento, expansão e diferenciação de células-tronco do tecido adiposo.

"Hoje, as pessoas não precisam sair do país para coletar e isolar suas próprias células-tronco do tecido adiposo para uso futuro. A StemCorp faz exatamente o trabalho de armazenamento das células-tronco do tecido adiposo aqui no Brasil, o mesmo material que foi utilizado no caso do lutador Rodrigo Minotauro e do jogador Cristiano Ronaldo", revela a diretora da StemCorp, Dra. Mariane Secco.

Eder e Mariane juntamente com Natássia Vieira são cientistas da Universidade de São Paulo (USP), orientados pela geneticista Mayana Zatz, e fazem parte do primeiro grupo a isolar as células-tronco de gordura no país.

"O tecido adiposo é uma excelente fonte para coleta, isolamento e armazenamento de células-tronco mesenquimais", explica Natássia Vieira.

Além do serviço de armazenamento de células-tronco, a equipe da StemCorp também está envolvida em estudos clínicos para uso de células-tronco de gordura em casos de lesões ósseas e de cartilagem, úlceras venosas, entre outras doenças. No Brasil, grupos de pesquisa investigam o potencial dessas mesmas células no tratamento de diversas doenças degenerativas, tais como diabetes, infarto do miocárdio, artrite, distrofias musculares, dentre outras.

"É importante as pessoas tomarem conhecimento dos avanços em pesquisas e da possibilidade e facilidade da coleta e armazenamento das células-tronco mesenquimais da gordura. Cabe a nós, pesquisadores, tornar essas descobertas mais conhecidas e dividir com o maior número de pessoas o entusiasmo de ver a Ciência caminhando para o tratamento bem-sucedido de problemas que assolam a humanidade há muito tempo", aponta a Dra. Mayana Zatz.

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