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Cinema Nacional: uma reflexão sobre os idosos nos filmes e na vida real

27 jun 2016 - 10h24
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Houve uma quebra de paradigma no conceito de envelhecimento, as pessoas idosas não querem mais deixar a vida a passar, elas estão cada vez mais ativas e dispostas a realizarem seus sonhos. Mas a sociedade ainda tem uma certa dificuldade em lidar com este novo padrão de terceira idade. E, estes questionamentos de posicionamento, também estão presentes nas obras primas do cinema nacional.

A especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge, Márcia Sena, analisou três aclamados filmes nacionais que apresentam uma reflexão sobre esta fase da vida.

A Guerra dos Rocha (2009, direção Jorge Fernando)

A comédia conta a história de uma senhora, interpretada brilhantemente por Ary Fontoura, mãe de três filhos que vivem em crise para decidir onde ela irá viver a sua velhice. Nenhum deles quer assumir a responsabilidade de cuidar dela.

Na vida real a maioria das famílias também não faz um planejamento para proporcionar no futuro autonomia para os idosos. No filme, o filho que é político percebe que é preciso lidar com a questão do envelhecimento desde cedo e diz que vai criar uma lei para ensinar na escola como conviver de maneira harmônica com os idosos.

A nova geração da terceira idade quer continuar vivendo de maneira independente na casa onde mora. E morar sozinho não quer dizer abandonado, os filhos devem acompanhar de perto os pais e dar todo o suporte que for necessário.

Já é possível no Brasil proporcionar autonomia aos idosos com segurança, através do conceito de "Aging in Place", que oferece diversos serviços que possibilitam que eles vivam com independência e qualidade de vida. Mas, tanto na ficção quanto na vida real, o melhor suporte que os filhos podem dar para os pais é o emocional, tudo o que os idosos mais precisam é de muito amor e carinho.

Chega de Saudade (2008, direção Laís Bodanzky)

O filme apresenta um show de interpretação de consagrados artistas brasileiros.

O cenário é um salão de dança e entre os personagens interessantes que frequentam este baile estão: uma idosa que paga para ser convidada para dançar, uma senhora com problema de memória, um senhor apaixonado, um homem galanteador, uma mulher de meia idade em busca de romance, além de um jovem e sua namorada que chamam a atenção dos mais experientes.

Além da dança, também faz parte do enredo uma visão poética do Alzheimer, questionamentos sobre os relacionamentos amorosos, conflitos entre gerações, frustações, mas principalmente, muita alegria de viver.

Ao trazer o roteiro para a realidade podemos debater o amor na terceira idade e, cabe frisar que namorar é saudável em qualquer idade. Vale ressaltar que a autoestima deve ser cultivada ao longo da vida e que as mulheres maduras podem ser atraentes e desejadas.

O filme aborda as relações sociais e, é importante destacar que o idoso não deve se isolar do resto da sociedade, ele precisa manter atividades como, frequentar bailes, eventos, exposições, cinema, onde ele possa descontrair e interagir com outras pessoas. Incentive as pessoas idosas a ter uma vida social ativa, pois é fundamental para aumentar o bem-estar e a confiança.

O Outro Lado da Rua (2004, direção Marcos Bernstein)

Filme que tem como protagonista Fernanda Montenegro e como pano de fundo a cidade maravilhosa do Rio de Janeiro. A trama conta a história de uma senhora que participa voluntariamente de um serviço da polícia para ajudar na fiscalização da vizinhança, no intuito de preencher o vazio da solidão. Um dia ao bisbilhotar a vida alheia pela janela ela assiste o que imagina ser um homicídio e denuncia para a polícia. Na investigação fica constatado que foi uma morte natural e a senhora é desmoralizada. Mas ela não desiste e faz de tudo para provar que tinha razão.

É triste constatar, mas no nosso dia a dia ainda convivemos com o duro retrato da solidão na terceira idade que é abordado no filme de Marcos Bernstein. As pessoas andam cada vez mais sem tempo para dar atenção para os idosos. E eles, por sua vez, se preocupam em não ser um peso na vida da família.

Por mais autonomia que os idosos possam vir a ter é necessário demonstrar carinho através do cuidado com eles. Muitas vezes os familiares não têm tempo para estar presente em todos os compromissos rotineiros dos idosos, mas isso não é motivo para deixá-los fazer tudo sozinhos, inclusive, hoje em dia existe até profissional de acompanhamento gabaritado para leva-los em consultas médicas ou para fazer compras no mercado. O importante é dar atenção para os idosos sempre que possível, seja através de um telefonema ou uma visita. É uma experiência enriquecedora conviver com o ente querido, os idosos têm muita sabedoria para transmitir e nós temos muito o que aprender com eles.

Sobre Márcia Sena

É especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge. MBA em Administração na Marquette University (EUA) e experiência em várias áreas terapêuticas da indústria farmacêutica.

Criou a Senior Concierge a partir de uma experiência pessoal de dificuldade de conciliar seu trabalho como executiva e cuidar dos pais que estão envelhecendo. Se especializou nas necessidades e desafios da terceira idade e desenvolveu serviços com foco na manutenção da autonomia de pessoas da melhor idade no seu local de convívio, oferecendo resolução de problemas de mobilidade, bem-estar, tarefas domésticas do dia a dia e segurança contra males súbitos.

Sobre a Senior Concierge

A Senior Concierge oferece serviços diferenciados e customizados que proporcionam conforto e independência à terceira idade. Ela é pioneira no Brasil no exclusivo modelo de prestação de serviços já conhecido e praticado nos Estados Unidos e na Europa, chamado "Aging in Place", que oferece um pool de serviços que permitem que o idoso continue sua rotina diária normalmente, sem que precise mudar de sua casa ou perder a liberdade.

Com algumas simples adaptações para esta nova fase de vida e o suporte pontual de alguns serviços personalizados, que vão desde a manutenção da limpeza doméstica até a implantação de um sistema de assistência remota, asseguram aos que chegam à terceira idade manter a independência, sem colocar em risco sua segurança ou saúde.

Trata-se de um conceito é inovador pois permite que o idoso continue no comando de sua vida, o que promove a autoestima, sem perder de vista suas novas necessidades, impostas pelo desafio do envelhecimento e que precisam ser atendidas.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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