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Diagnóstico precoce amplia chances de cura do retinoblastoma

Sinais como reflexo branco na pupila, visível em fotos com flash, e estrabismo podem indicar retinoblastoma e devem motivar avaliação oftalmológica imediata. O teste do olhinho, realizado desde a maternidade, é uma ferramenta importante para detectar alterações precoces. Em famílias com histórico da doença, o acompanhamento regular é essencial para reduzir o risco de diagnóstico tardio.

29 jan 2026 - 17h20
(atualizado às 18h32)
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Raro, mas grave, o retinoblastoma é um câncer ocular que se desenvolve na retina e afeta principalmente bebês e crianças pequenas. Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria (SBOP), geralmente antes dos cinco anos de idade.

Foto: Freepik.com / DINO

Como explica o Prof. Dr. Eduardo Novais, oftalmologista da Oftalmo Città Clínica de Olhos, integrante da rede Vision One: "O retinoblastoma começa na retina, a parte do olho que capta as imagens. O problema acontece quando um gene chamado RB1, que controla o crescimento das células, falha. Isso faz com que as células da retina cresçam descontroladamente e formem um tumor".

Segundo o médico, há duas formas da doença: a hereditária, presente desde o nascimento, que pode atingir ambos os olhos, e a não hereditária, que surge na infância e costuma afetar apenas um deles. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) destaca que a incidência pode acometer de três a 42 crianças de cada um milhão de nascidos vivos, ocorrendo igualmente em meninos e meninas.

A importância do diagnóstico precoce

Detectar o retinoblastoma nos estágios iniciais é decisivo para o sucesso do tratamento. "O diagnóstico em estágios iniciais permite alguns tratamentos que aumentam bastante as taxas de preservação do olho e da função visual", afirma o Dr. Eduardo.

Ele acrescenta que tumores pequenos e afastados da região central da visão oferecem mais chances de manter uma boa acuidade visual.

Outro aspecto importante da identificação precoce é o impacto na sobrevivência das crianças. "Quando o tumor é descoberto no início, ele geralmente ainda está pequeno e confinado dentro do olho, o que aumenta muito as chances de cura — que chegam a mais de 95% dos casos em países com tratamento adequado, como o Brasil", frisa o médico. Nessas situações, os oftalmologistas podem recorrer a procedimentos menos agressivos, como crioterapia ou laser.

Por outro lado, o oftalmologista pondera que o atraso no diagnóstico pode trazer consequências graves. Tumores maiores muitas vezes exigem a enucleação, cirurgia de remoção do olho, para impedir a progressão do câncer para o cérebro ou outras áreas. Além disso, o risco de sequelas e complicações também cresce.

Sinais visuais do retinoblastoma

O olhar atento dos pais pode ser decisivo. Os sinais do retinoblastoma, em muitos casos, são visíveis a olho nu ou em fotografias do dia a dia. "Um dos sinais mais comuns é um reflexo branco na pupila, que pode aparecer em fotos tiradas com flash, como se fosse um 'olho de gato'", orienta o Dr. Eduardo.

Outro sinal que merece atenção é o estrabismo, quando os olhos da criança parecem desalinhados. A observação desses sinais deve motivar uma consulta imediata ao oftalmologista, mesmo que pareçam sutis. O médico destaca também a importância do teste do olhinho, realizado ainda na maternidade e repetido em consultas de acompanhamento até os cinco anos. Esse exame simples e rápido pode identificar alterações antes mesmo que os pais percebam algo de diferente.

Famílias com histórico da doença devem redobrar a atenção, pois a forma hereditária pode surgir já ao nascimento e afetar ambos os olhos, como mencionado anteriormente. Nestes casos, exames oftalmológicos frequentes são recomendados para reduzir o risco de diagnóstico tardio. "O segredo está no tempo: quanto mais cedo o tumor for detectado, maiores são as chances de cura e de preservar a visão da criança", frisa o oftalmologista.

Terapias e tratamentos para o retinoblastoma

O tratamento do retinoblastoma é sempre individualizado e depende do estágio da doença. No Brasil, as opções incluem terapias locais, quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, cirurgia. "Quando o diagnóstico é feito em fases iniciais, há possibilidade de preservar o olho e, em alguns casos, a visão, utilizando crioterapia (congelamento do tumor), laserterapia e termoterapia", informa o médico.

Nos casos em que o tumor já está avançado, a enucleação continua sendo um recurso importante para preservar a vida da criança. "A quimioterapia tem sido cada vez mais utilizada para reduzir o tamanho do tumor e permitir o uso de tratamentos locais. Já a braquiterapia, com placas de radioterapia posicionadas ao redor do olho, pode ser aplicada em situações específicas", detalha o oftalmologista.

Apesar dos desafios, o cenário é otimista: os avanços da medicina proporcionam altas taxas de cura e, em muitos casos, a preservação da visão. Para o Dr. Eduardo, a mensagem central é de esperança: "Receber o diagnóstico de retinoblastoma pode ser assustador, mas a boa notícia é que as chances de cura são muito altas, especialmente quando a doença é descoberta cedo. Hoje, os tratamentos são modernos, eficazes e feitos por equipes especializadas. Com amor, apoio e os cuidados certos, há muito espaço para esperança, recuperação e uma infância feliz".

Website: https://visionone.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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