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Desvio de emendas: PF faz operação na Câmara e investiga deputado do PSB

8 jul 2025 - 09h39
(atualizado às 09h42)
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A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (8), mandados de busca e apreensão em uma operação que apura desvios de verbas públicas no Ceará. As ações atingiram o gabinete do deputado federal Júnior Mano (PSB-CE), localizado na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Deputado Federal Junior Mano
Deputado Federal Junior Mano
Foto: Agência Câmara / Perfil Brasil

Segundo a PF, o esquema teria utilizado fraudes em processos de licitação para desviar recursos oriundos de emendas parlamentares. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e totalizam 15 mandados, cumpridos em Brasília e em cinco municípios cearenses: Fortaleza, Nova Russas, Eusébio, Canindé e Baixio.

O nome do parlamentar aparece na investigação a partir de denúncia feita pela prefeitura de Canindé (CE). De acordo com a apuração, ele teria atuado em parceria com um prefeito eleito de cidade vizinha, formando uma organização criminosa voltada à negociação de emendas parlamentares com gestores municipais. Em troca, haveria pagamento de comissões.

Qual era o suposto papel do deputado no esquema de desvios?

O STF determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões de contas ligadas a pessoas físicas e jurídicas envolvidas, com o objetivo de conter a movimentação de recursos suspeitos e garantir a possível recuperação do dinheiro.

Além de Júnior Mano, outras cinco pessoas foram alvos da operação, cujos nomes não foram divulgados pela corporação. Os crimes investigados incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica com fins eleitorais e captação ilícita de sufrágio (compra de votos).

A investigação começou na superintendência da PF no Ceará, mas foi remetida ao Supremo após a citação do deputado, que possui foro privilegiado.

Nota de defesa

Em nota divulgada à imprensa, o deputado afirmou não ter "qualquer participação em processos licitatórios, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos". Reforçou que, como parlamentar, não exerce "qualquer função executiva ou administrativa em prefeituras" e que não participa "de comissões de licitação, ordenação de despesas ou fiscalização de contratos administrativos".

O parlamentar declarou confiar nas instituições e disse manter o compromisso "com a legalidade, a transparência e o exercício probo da função pública". Segundo ele, "tem plena convicção de que, ao final da apuração, a verdade dos fatos prevalecerá, com o completo esclarecimento das circunstâncias e o reconhecimento de sua correção de conduta".

Perfil Brasil
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