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Defesa de Daniel Vorcaro sinaliza interesse em acordo de delação premiada

Advogados do banqueiro reúnem-se com a Polícia Federal e com o ministro André Mendonça para discutir possibilidades de cooperação no Caso Master

18 mar 2026 - 20h00
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A defesa de Daniel Vorcaro, representada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, formalizou junto à Polícia Federal (PF) o interesse do empresário em realizar um acordo de delação premiada. A iniciativa ocorre após a decretação da prisão de Vorcaro na última semana, no contexto das investigações sobre fraudes financeiras no Banco Master.

Daniel Vorcaro na prisão
Daniel Vorcaro na prisão
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

De acordo com informações obtidas pela TV Globo, os defensores indicaram aos investigadores que Vorcaro se compromete a fornecer informações completas sobre o caso. Paralelamente à interlocução com a PF, a defesa reuniu-se com o ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar dos desdobramentos jurídicos e da viabilidade do instrumento de colaboração.

Nesta quarta-feira (18), o ministro André Mendonça determinou a prorrogação do inquérito por mais 60 dias, atendendo a uma solicitação da Polícia Federal. O prazo adicional visa permitir a continuidade de diligências consideradas essenciais para o esclarecimento dos fatos.

Os investigadores da Operação Compliance Zero trabalham na análise de um volume de dados coletados em fases anteriores. Ao todo, mais de 100 aparelhos celulares foram apreendidos, sendo oito pertencentes a Daniel Vorcaro. O material periciado inclui documentos, computadores e dispositivos móveis vinculados à cúpula da instituição financeira.

As investigações apuram a existência de um esquema de fraudes financeiras, fabricação de carteiras de crédito inexistentes e desvio de recursos para patrimônios pessoais. As estimativas indicam que os prejuízos aos cofres podem ultrapassar R$ 12 bilhões.

O cronograma da operação registra fases distintas de atuação:

  • Novembro de 2025: Deflagração da primeira fase com mandados contra a diretoria do Banco Master e afastamento do presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, por suspeita de injeções de capital fraudulentas.

  • Janeiro de 2026: Foco no rastreamento de ativos, resultando no bloqueio judicial de R$ 5,7 bilhões e apreensão de bens de luxo.

  • Março de 2026: Revelação de uma estrutura de coerção e infiltração em órgãos reguladores. A PF identificou o grupo "A Turma", suspeito de monitorar adversários, e a participação de servidores do Banco Central que atuariam como consultores privados em troca de vantagens indevidas.

Com a manutenção das prisões e o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens determinado pelo STF, o grupo investigado poderá responder por crimes de gestão temerária, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de obstrução de justiça. Uma eventual homologação da delação premiada de Vorcaro poderá introduzir novos elementos probatórios ao inquérito.

Perfil Brasil
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