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Cúpula de junho do G7 incluirá Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia, mas não a China, diz França

26 mar 2026 - 09h29
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A França receberá os ‌líderes de Brasil, Índia, Coreia do Sul e Quênia na cúpula dos líderes do G7 em Évian-les-Bains, em junho, uma medida que, segundo Paris, visa ampliar o apoio à sua meta de corrigir os desequilíbrios econômicos globais.

No ⁠centro da iniciativa da França está um esforço para evitar ‌uma "crise financeira maciça", ao instar a China -- que será notada por sua ausência -- a impulsionar a demanda doméstica ‌e reduzir suas exportações desestabilizadoras, e ‌pedir aos EUA que reduzam seus déficits e ⁠à Europa que produza mais e economize menos.

Essas ambições de longo prazo correm o risco de serem ofuscadas, no entanto, por pressões mais imediatas, com a cúpula se desenrolando em meio a um choque energético causado pela guerra ‌dos EUA e de Israel contra o Irã, enquanto a ‌relevância do próprio ⁠G7 está ⁠sendo cada vez mais questionada.

"Não sabemos onde a crise do Irã estará ⁠em junho", disse um ‌assessor do presidente Emmanuel ‌Macron. "Independentemente de sua evolução, teremos que lidar com suas consequências energéticas e econômicas."

A China não participará da cúpula de 15 a 17 de junho e continua ⁠a questionar a legitimidade do G7 como um "clube de países ricos", disseram autoridades francesas.

A França, que havia tentado convidar Pequim, de acordo com fontes diplomáticas, "envolverá" a China por meio de canais separados, ‌afirmou uma autoridade, acrescentando que também é do interesse da China evitar um confronto.

"O risco para a China é ⁠ver os mercados globais, e os mercados europeus, se fecharem para ela", disse a autoridade.

Em vez disso, os países convidados são todos democracias e economias de mercado que seguem as regras da cooperação internacional, acrescentou.

A incerteza aumenta ainda mais com a dúvida se o presidente dos EUA, Donald Trump, cujo uso de ameaças tarifárias abalou aliados e rivais, sem falar nos mercados mundiais, comparecerá.

"Não farei nenhuma previsão, mas se Trump não comparecer, também faz sentido -- é uma nova realidade internacional e precisamos nos organizar de acordo", declarou a autoridade.

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