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Cresce o número de cultos evangélicos em universidades públicas brasileiras

Com autorização das reitorias, os cultos evangélicos em universidades públicas brasileiras acontecem em locais estratégicos, muitas vezes substituindo festas ou espaços onde antes havia uso de drogas e outras práticas prejudiciais.

15 set 2025 - 17h28
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Nos últimos meses, as universidades públicas brasileiras têm presenciado uma mudança significativa em seu cotidiano: o crescimento dos cultos evangélicos promovidos por jovens estudantes. O que começou como pequenas reuniões em espaços públicos dentro dos campi hoje se tornou uma verdadeira movimentação que reúne centenas de pessoas em busca de espiritualidade e apoio mútuo.

Cerca de mil pessoas, a grande maioria jovens, compareceram no último culto realizado na UnB, no dia 27 de maio
Cerca de mil pessoas, a grande maioria jovens, compareceram no último culto realizado na UnB, no dia 27 de maio
Foto: Paulo Vitor Marques Rocha/Aviva / Portal de Prefeitura

Lucas Teodoro, um jovem universitário de 22 anos e fundador da organização Aviva, que lidera essa iniciativa, explica que o movimento surgiu da necessidade de muitos estudantes encontrarem um espaço seguro para expressar sua fé. "Às vezes, como cristãos, temos medo de entrar nesses ambientes, achando que não seremos bem-vindos. Mas o que descobrimos é que muitas pessoas estão com sede de Deus, e isso está despertando um movimento lindo dentro das universidades", conta.

Com autorização das reitorias, os cultos evangélicos em universidades públicas brasileiras acontecem em locais estratégicos, muitas vezes substituindo festas ou espaços onde antes havia uso de drogas e outras práticas prejudiciais. Esse aspecto tem chamado a atenção de professores e funcionários, que veem nesses encontros uma possibilidade de transformação para a comunidade acadêmica.

Um exemplo dessa aceitação é a presença de Gilberto Araújo, professor de História, Antropologia e Filosofia Contemporânea na Universidade de Brasília (UnB), que também é pastor e fundador do Fire Universitário — movimento com quase 15 anos que já alcançou mais de 80 mil estudantes. Para ele, as universidades são "os maiores campos missionários da contemporaneidade" e os cultos são uma forma de "honrar o Evangelho e influenciar uma geração de estudantes".

Além dos evangélicos, católicos também participam desses encontros. Lucas relembra que, recentemente, um padre de uma paróquia próxima à UnB visitou o culto e levou um grupo de fiéis. "Foi um momento especial, que mostrou que esse movimento está unindo pessoas de diferentes crenças em busca de fé e esperança", afirma.

Até aqui, o movimento dos cultos evangélicos em universidades públicas brasileiras tem sido marcado por respeito e pacificidade, evitando conflitos e debates políticos. Os organizadores reforçam que o objetivo é construir um ambiente ético, acolhedor e aberto, onde jovens possam se conectar com Deus e uns com os outros.

Esse crescimento mostra uma nova realidade nas universidades brasileiras: espaços que, além de promoverem o conhecimento acadêmico, também se tornam pontos de encontro para quem busca conforto espiritual, amizade e transformação pessoal.

Portal de Prefeitura
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