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SP já tem mais de 192 mil casos confirmados de coronavírus

Dados foram divulgados nesta quinta-feira, 18, pela Secretaria Estadual da Saúde, mas número pode ser até maior

18 jun 2020
13h24
atualizado às 13h31
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São Paulo já tem mais de 192 mil casos confirmados do novo coronavírus. E esse número pode ser ainda maior. De acordo com balanço divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, já são 192.628 casos, 1.111 registrados em 24 horas. De acordo com o governo do Estado, o número de casos divulgado nos últimos dois dias vem sendo baixo porque a pasta vem enfrentando problemas na atualização do dados.

José Henrique Germann, secretário estadual da Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
José Henrique Germann, secretário estadual da Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Divulgação/Governo de SP / Estadão Conteúdo

Segundo o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, há um problema de atualização no e-SUS. "Temos acionado o Ministério da Saúde para entender porque isso está ocorrendo. Outros estados parece que estão fazendo esse apontamento também e esperamos a estabilidade do sistema, porque dependemos desses números para acompanhar a evolução da doença", disse Germann.

"Esse sistema é fundamental, porque ele traz os casos que não tiveram internação na contabilidade. Sobre óbitos e casos com internação, acessamos pela nossa base de dados", afirmou Patrícia Ellen da Silva, secretária de Desenvolvimento Econômico.

O Estadão tenta contato com o Ministério da Saúde para falar sobre o problema apontado pela Secretaria Estadual da Saúde na plataforma.

Mas o problema seria somente no registro de casos. Sobre as mortes no Estado, São Paulo já tem 11.846 óbitos pela covid-19, 325 mortes registradas em 24 horas. Nesta semana, o Estado teve o recorde de mortes nesta quarta-feira, 17, com 389 óbitos. Em números absolutos, São Paulo continua liderando o ranking nacional de mortes e casos confirmados da doença.

Projeções feitas pelo próprio governo do Estado mostram que São Paulo pode ter até 18 mil mortes e 290 mil casos confirmados até o final de junho.

A taxa de ocupação de leitos de UTI na Grande São Paulo é de 71,3%. E no Estado esse índice é de 67%. Como o Estadão mostrou, a situação no interior do Estado é de sobrecarga no sistema de saúde. Alguns hospitais que são referência no tratamento da doença estão lotados, são obrigados a recusar novas internações e prefeitos já cogitam transferir pacientes para a capital. Algumas das maiores cidades do interior, como Campinas, Sorocaba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, estão com lotação de leitos da covid-19 acima da média - em alguns casos com 100% de lotação.

"Nos preocupa neste momento a situação de Campinas e Sorocaba, com o crescimento agudo na taxa de ocupação de leitos de UTI. Se não tivessemos adicionado respiradores nessas regiões, esse número já teria estourado", afirmou o secretário de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi. De acordo com Vinholi, Campinas tem 90% dos leitos de UTI ocupados e um crescimento de 104% na taxa de ocupação; Sorocaba teve um aumento de 127% nessa taxa.

As duas regiões estão na fase laranja do Plano São Paulo, que permite a retomada, ainda com restrição, de atividades econômicas, como reabertura de comércios e shoppings centers.

Nesta sexta, o governo do Estado deve divulgar a nova classificação por fases do Plano São Paulo, com avanços ou retrocessos para abertura de atividades econômicas na quarentena nas regiões. O plano é dividido em cinco fases, que vão da restrição máxima, só com funcionamento de serviços essenciais, até a liberação total. Neste momento, o Estado tem apenas regiões nas fases vermelha e laranja, com restrição de atividades e reabertura parcial de apenas alguns setores.

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Estadão
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