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Coronavírus

RJ: Niterói multará quem sair à rua sem necessidade

A multa será de 180 reais para as pessoas que não atuam em serviços essenciais e que estejam nas ruas

8 mai 2020 - 08h21
(atualizado às 08h36)
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A cidade de Niterói, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, vai multar a partir da semana que vem pessoas que forem às ruas sem a devida justificativa, numa espécie de lockdown não declarado para frear a propagação da covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, informou a prefeitura.

Praia de Icaraí, em Niterói, inteditada para evitar proliferação de Covid-19
19/03/2020
REUTERS/Pilar Olivares
Praia de Icaraí, em Niterói, inteditada para evitar proliferação de Covid-19 19/03/2020 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

A multa será de 180 reais para as pessoas que não atuam em serviços essenciais e que estejam nas ruas. Entres os serviços essenciais estão mercados, farmácias, padarias, pet shop e postos de combustíveis. A fiscalização será feita pela Guarda Municipal da cidade.

Niterói, que tem 513 mil habitantes e uma grande concentração de idosos, grupo de risco para a covid-19, tem 524 casos confirmados da doença e 35 mortes causadas pelo coronavírus.

A medida mais dura foi tomada após a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertar para o risco do auge da doença nos próximos dias. A imposição de multa vai durar ao longo da próxima semana e pode ser estendido se houver necessidade.

"Quero ganhar essa batalha pela vida com menos mortos possível", disse o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), em uma transmissão pela internet.

A cidade e o Estado do Rio também já discutem a necessidade de um lockdown para combater a pandemia.

Niterói foi uma das primeiras cidades do Estado a adotar medidas de restrição. O governo do Estado do Rio já encomendou a secretarias e órgãos um estudo para embasar um eventual lockdown nos próximos dias. A Fiocruz também recomendou a medida.

O Estado bateu recorde diário de mortes pela covid-19 na quinta-feira e agora tem 14.156 casos da doença e 1.394 óbitos confirmados. Há ainda 570 mortes sendo investigadas.

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