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PF investiga desvio de R$ 9 milhões do SUS com fraudes

Cerca de 40 policiais federais cumprem dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão

24 set 2020
10h36
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A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 24 a Operação Garrote para investigar suposto desvio de mais de R$ 9 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de fraudes na contratação de um laboratório pelo município de Magé, na região metropolitana do Rio. Segundo a PF, há indícios da participação de pessoas ligadas à Secretaria Municipal de Saúde e também de um vereador, que seria o real proprietário do referido laboratório.

Viatura da Polícia Federal no Rio de Janeiro
26/05/2020 REUTERS/Pilar Olivares
Viatura da Polícia Federal no Rio de Janeiro 26/05/2020 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

Cerca de 40 policiais federais cumprem dois mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, inclusive na Secretaria Municipal de Saúde, no laboratório e em outros endereços vinculados aos investigados. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A Polícia Federal indicou que as investigações tiveram início em junho de 2020 e foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Federal em Niterói, com o apoio do Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Na contratação do laboratório investigado foram identificadas irregularidades como direcionamento da escolha do estabelecimento, além de fraudes nos processos de chamamento público e execução.

A ofensiva apura crimes de dispensa ilegal de licitação, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e organização criminosa. Segundo a Polícia Federal, o nome da operação, Garrote, faz referência à "medida utilizada para estancar sangramentos, em alusão ao encerramento da sangria dos cofres públicos na saúde".

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