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Os prós e contras de dividir a cama com animais de estimação - e com seu parceiro

Para alguns, dormir com o pet é algo automático; para outros, trata-se de uma violação de limites

20 nov 2021 05h29
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O parceiro noturno de Emma Farrauto, de 31 anos, é tão macio e fofo quanto o travesseiro corporal mais luxuoso: Riley, seu golden retriever de 9 anos e 27 quilos. "Eu envolvo meus braços em volta de seu pescoço peludo, e ele empurra todo o peso de seu corpo para o meu", disse. "É glorioso", ela diz, mas seu parceiro humano prefere que Riley não monopolize tanto a cama queen size.

Dormir com um cão ou gato é, para muitos donos de animais, algo automático. Para outros, trata-se de uma violação de limites, além de causar muitas discussões entre casais. "É uma das principais reclamações que recebo o tempo todo", diz o psicólogo Joel Gavriele-Gold, autor de When Pets Come Between Partners (Quando os Pets Ficam entre os Casais, em tradução livre).

Em alguns casos, os argumentos são claros. Nunca é uma boa ideia, por exemplo, dividir a cama com um filhote novo de cachorro, que precisa primeiro aprender a dormir sozinho em sua caixa, diz Steve Brooks, treinador de cães. O outro caso em que dormir junto com você é proibido é se você tiver um cachorro agressivo.

O bom e o ruim em dormir com um animal

A favor

Pesquisas mostram que os animais podem melhorar nossa saúde mental e que as interações entre humanos e animais diminuem a depressão e os níveis do cortisol, hormônio do estresse. De acordo com um estudo publicado na revista Social Sciences, pessoas que sofriam de dor crônica de longa duração (e, como resultado, problemas de sono) descobriram que cochilar com seus cachorros era extremamente positivo. A companhia e os abraços "eram uma distração, então eles não estavam deitados preocupados com o que iria acontecer", disse o autor do estudo Cary Brown, professor de Medicina de Reabilitação na Universidade de Alberta. Dormir com animais de estimação ajudou os participantes a se sentirem relaxados e a combater a solidão.

Contra

O contra mais óbvio é que seu sono pode ser perturbado. Os gatos são noturnos e os cães têm sono polifásico, o que significa que eles têm cerca de três ciclos de sono/vigília por hora à noite, avisa o veterinário Jerry Klein. Além disso, o cão fica alerta para sons e movimentos, pode roncar ou monopolizar a cama.

Uma desvantagem mais séria é que dormir junto pode ser perigoso para as crianças - ou para os animais. "Existe a possibilidade de que, se um gato se assustar, um bebê ou criança possa ser arranhado ou mordido", diz Klein. E quanto aos germes? Embora os animais possam transmitir doenças aos humanos, ou espalhar pulgas e carrapatos e micose, isso é improvável de acontecer se seu animal estiver com a medicação preventiva e o exame veterinário em dia. /TRADUÇÃO ADRIANA MOREIRA

Estadão
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