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Mercado melhora previsão para o PIB em 2020 e passa a estimar queda de 5,62%

Economistas revisaram para melhor sua estimativa para a atividade econômica pela sexta semana seguida, segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central

10 ago 2020
11h10
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BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para a queda Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a estimativa de uma redução de 5,66% para 5,62%. Essa foi a sexta semana seguida de melhora do indicador.

A projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia de coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.

Para 2021, a expectativa do mercado financeiro de crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.

Inflação

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de inflação para 2020 em 1,63%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

Após a queda para a mínima histórica de 2% ao ano na semana passada, o mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado permaneceu estável em 3% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

Para o dólar, a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.

Também permaneceu a estimativa para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado ficou estável em US$ 53,3 bilhões de superávit.

Ficou estável a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, continuou em US$ 53,75 bilhões. Para 2021, a estimativa ficou estável em US$ 65,96 bilhões.

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Estadão
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