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Coronavírus: Tráfico proíbe turistas em favelas do Rio

Grupos de excursões costumam aquecer a economia das comunidades

19 mar 2020
15h51
atualizado às 16h00
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Por ordem do comando local do tráfico de drogas, está proibida a entrada de turistas em duas das principais favelas do Rio, Rocinha e Vidigal, ambas na zona sul da cidade e com vista para o mar. A determinação é cumprida nos acessos dessas comunidades, com ‘soldados’ do tráfico impedindo a visita. Tudo isso por causa do temor de contaminação pelo novo coronavírus.

Vista da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro: comunidades sofrem com falta de estrutura para se prevenir contra coronavírus
Vista da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro: comunidades sofrem com falta de estrutura para se prevenir contra coronavírus
Foto: WILTON JUNIOR / Estadão Conteúdo

O Terra confirmou a informação com moradores de cada uma dessas favelas. Normalmente, as duas recebem excursões de estrangeiros. Esses passeios fazem parte de pacotes de turismo, de empresas credenciadas pela Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro).

Ao mesmo tempo que matam a curiosidade de conhecer uma dessas localidades, os turistas aquecem a economia das comunidades, com a compra de souvenirs e o consumo em bares e restaurantes, ateliês, antiquários e brechós.

Na Rocinha, a maior favela da América Latina, os grupos costumam subir a pontos estratégicos que permitem imagens deslumbrantes de parte do litoral do Rio.

Já na Vidigal, o tour pode levá-los ao alto da favela, pela trilha do Morro Dois Irmãos, com o visual das praias do Leblon e Ipanema, da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Cristo-Redentor e do Pão de Açúcar, além da Floresta da Tijuca.

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Fonte: Silvio Alves Barsetti
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