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Bolsonaro culpa parcialmente o Supremo pela crise econômica

Presidente diz que Corte também tem culpa pela crise econômica e social causada pela covid-19 e volta a defender fim do isolamento social

7 mai 2020
20h17
atualizado às 20h23
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Bolsonaro volta ao Planalto após audiência no STF
07/05/2020
REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro volta ao Planalto após audiência no STF 07/05/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (7) que o Supremo Tribunal Federal (STF) também tem responsabilidade sobre a crise econômica e social causada pela covid-19. Bolsonaro esteve mais cedo na Corte com empresários, quando voltou a defender fim do distanciamento social, em pleno avanço dos casos da covid-19 no Brasil.

Bolsonaro atravessou a pé o caminho entre o Palácio do Planalto e o Supremo, acompanhado de empresários, e foi recebido pelo ministro Dias Toffoli. "Parte da responsabilidade disso tudo também é dele. É do Supremo. Tem de jogar no mesmo time", disse Bolsonaro.

Ao justificar a ida até a Corte, o presidente argumentou que não pode ficar "esperando" por decisões do STF. "Às vezes são boas, outras vezes a gente não concorda. Faz parte da democracia", disse.

O presidente tem reclamado de decisão da Corte que validou o direito de governadores e prefeitos determinarem medidas de isolamento contra a covid-19. "O dinheiro do governo está acabando. Se endividar muito eleva taxa de juros, acaba perdendo a confiança na capacidade do Estado de arrecadar", disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que ele e representantes do setor industrial disseram a Toffoli que o Brasil está caminhando ao colapso econômico. "Fomos ao Supremo para que ministro ouvisse a voz destes empresários."

Contrariando diversos estudos científicos e sem apresentar evidências, Bolsonaro disse que o isolamento social não achata a curva de casos da covid-19. Ele defendeu abertura imediata do comércio e disse ter aval do ministro da Saúde, Nelson Teich, sobre o retorno de jogos de futebol. O presidente também voltou a incentivar uso da cloroquina, medicamento ainda sem eficácia comprovada contra a covid-19, mas que vem sendo receitado em alguns casos.

Bolsonaro afirmou ainda que servidores públicos devem ficar um ano e meio sem reajuste salarial, como contrapartida para ajuda a Estados e municípios. Ele disse que vetará possibilidade de aumento para apenas algumas categorias.

 

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