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3ª dose da AstraZeneca aumenta anticorpos contra Ômicron

Dados ainda são preliminares; farmacêutica vai submeter os dados a reguladoras do mundo todo

13 jan 2022 10h05
| atualizado às 10h28
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Vacina da AstraZeneca contra Covid-19
14/03/2021 
REUTERS/Dado Ruvic
Vacina da AstraZeneca contra Covid-19 14/03/2021 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

A AstraZeneca afirmou nesta quinta-feira, 13, que dados preliminares de estudos mostraram que sua vacina contra a covid-19, a Vaxzevria, produziu aumento de anticorpos contra a Ômicron e outras variantes após a aplicação de uma terceira dose de reforço.

A resposta, que também ocorre contra a variante Delta, foi registrada em análises sanguíneas de pessoas que foram vacinadas previamente ou com a Vaxzevria ou com uma vacina de RNA mensageiro (mRNA), afirmou a farmacêutica, acrescentando que vai submeter os dados a reguladoras do mundo todo, dada a necessidade urgente por doses de reforço. 

A AstraZeneca desenvolveu a vacina com pesquisadores da Universidade de Oxford, e estudos de laboratório conduzidos pela universidade no mês passado já concluíram que a aplicação de três doses da Vaxzevria aumenta os níveis de anticorpos no sangue contra a variante Ômicron, de rápida propagação. 

A nota breve na quinta-feira, sem incluir dados específicos, foi a primeira da AstraZeneca sobre o potencial de proteção da Vaxzevria como dose de reforço seguindo a aplicação de duas doses da própria, ou de alguma outra de tecnologia mRNA, fabricada pela PfizeR-BioNTech ou pela Moderna.

A empresa disse que a conclusão "acrescenta ao conjunto cada vez maior de evidências que sustentam que a Vaxzevria como terceira dose de reforço independentemente das vacinas anteriores testadas". 

Os dados sobre o potencial da Vaxzevria como dose de reforço foram obtidos a partir de uma análise comparativa em estudos que testam um imunizante desenvolvido com a tecnologia de vetor por trás da Vaxzevria, mas com objetivo de combater a hoje superada variante Beta. A AstraZeneca está tentando mostrar que sua vacina específica para a Beta também tem potencial contra outras variantes e mais dados de estudos são esperados ao longo da primeira metade do ano. 

Separadamente, a Universidade de Oxford e a AstraZeneca começaram no mês passado a trabalhar em uma vacina especialmente destinada a combater a variante Ômicron, embora a Astra - assim como outras fabricantes de vacinas em projetos de desenvolvimento semelhantes - tenha dito que ainda não está claro se a atualização é necessária. 

Um estudo britânico de grandes proporções em dezembro concluiu que as doses da AstraZeneca aumentam anticorpos quando administradas como doses de reforços após a imunização inicial com doses próprias ou da Pfizer, mas isso foi antes da explosão de casos provocada pela variante Ômicron. 

No entanto, o estudo na época concluiu que as vacinas de mRNA fabricadas por Pfizer e Moderna fornecem o maior estímulo aos anticorpos quando administradas como terceira dose. 

A AstraZeneca e suas parceiras fabricantes terceirizadas forneceram mais de 2,5 bilhões de doses de sua vacina para o mundo todo, apesar do imunizante não ser aprovado nos Estados Unidos, enquanto a BioNTech-Pfizer entregou cerca de 2,6 bilhões de doses. 

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