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Cientista brasileira cria caneta que detecta câncer em 10 segundos

Desenvolvida pela química Lívia Eberlin, a MasSpec Pen promete tornar cirurgias oncológicas mais rápidas, seguras e personalizadas, e já está sendo testada no Brasil

12 nov 2025 - 15h24
(atualizado às 15h45)
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Uma inovação com sotaque brasileiro está pronta para transformar a cirurgia oncológica globalmente. A química Lívia Schiavinato Eberlin, formada pela Unicamp e atualmente professora da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, é a mente por trás da MasSpec Pen, um dispositivo apelidado de "caneta que detecta câncer".

Lívia Schiavinato Eberlin criou caneta que detecta câncer em 10 segundos
Lívia Schiavinato Eberlin criou caneta que detecta câncer em 10 segundos
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

A principal função da MasSpec Pen é resolver um dos grandes desafios das cirurgias de câncer: identificar com precisão a margem entre o tecido cancerígeno e o tecido saudável. Atualmente, esse processo envolve enviar amostras ao laboratório para um exame que pode levar de 20 minutos a mais de uma hora, mantendo o paciente sob anestesia.

Com a caneta, essa espera é reduzida para apenas 10 segundos, permitindo que o cirurgião tome decisões imediatas e garanta a remoção completa do tumor, minimizando a necessidade de uma segunda cirurgia.

"É como fazer um café: a água extrai as moléculas da amostra sólida, mas não remove o tecido. A análise é instantânea e não causa nenhum dano", explica Lívia Eberlin.

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A tecnologia da MasSpec Pen é baseada na espectrometria de massas, uma técnica que analisa a composição molecular das substâncias, semelhante ao que é usado em exames antidoping e perícias forenses. O processo é simples e não invasivo ao tecido:

  1. O cirurgião encosta a ponta da caneta no tecido suspeito.
  2. O dispositivo libera uma microgota de água estéril, que absorve as moléculas da superfície.
  3. Essa microgota é aspirada e enviada para um espectrômetro de massas acoplado.
  4. O equipamento lê a "assinatura química" das moléculas, e um software de inteligência artificial compara o padrão com bancos de dados de tumores, informando instantaneamente se o tecido é normal ou cancerígeno.

Atualmente, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, conduz o primeiro estudo clínico da MasSpec Pen fora dos Estados Unidos, em parceria com a multinacional Thermo Fisher Scientific. Os testes iniciais envolvem pacientes com câncer de pulmão e tireoide e já demonstraram uma precisão superior a 92%, segundo dados publicados na revista JAMA Surgery, como aponta o G1.

A cientista Lívia Eberlin expressou o desejo de que essa tecnologia, que representa o potencial da ciência brasileira, seja aprovada pela Anvisa e FDA e utilizada em larga escala, expandindo os testes para tumores de mama, fígado e ovário. Por fim, a rapidez da caneta não apenas salva tempo na cirurgia, mas também auxilia no planejamento de terapias pós-operatórias, como a imunoterapia, tornando o tratamento mais personalizado e eficaz.

Perfil Brasil
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