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Após resgate polêmico, baleia Timmy passará por autópsia na Dinamarca

30 mai 2026 - 12h41
(atualizado às 13h06)
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Autópsia deve esclarecer real causa da morte do animal após sucessivas tentativas de resgate e falhas na operação polêmica conduzida pela iniciativa privada.A carcaça da baleia‑jubarte Timmy, que ganhou o noticiário após encalhar repetidas vezes na costa do Mar Báltico, foi arrastada neste sábado (30/05) para as proximidades de uma praia na Dinamarca, onde autoridades a retiraram das águas rasas.

Carcaça do animal foi puxada até praia dinamarquesa
Carcaça do animal foi puxada até praia dinamarquesa
Foto: DW / Deutsche Welle

Na próxima quinta‑feira, o animal passará por uma autópsia de seis horas para determinar a causa da morte, informou a Agência Dinamarquesa da Natureza.

O exame é aguardado para se estabelecer a real condição do mamífero após a polêmica operação de resgate, conduzida pela iniciativa privada. Apesar de alertas de especialistas e após sucessivas tentativas malsucedidas, autoridades alemãs autorizaram o transporte da baleia em uma barcaça para ser solta no Mar do Norte, medida que não foi suficiente para salvá‑la.

Timmy foi posteriormente encontrada morta em 14 de maio, encalhada perto da pequena ilha de Anholt. O corpo ficou por cerca de duas semanas à deriva nas águas próximas ao local até ser recolhido.

A equipe também buscará sinais de equipamentos de pesca ou plástico no sistema digestivo, fatores que contribuíram para mortes de outras jubartes em águas dinamarquesas nos últimos anos.

Timmy poderia ter sido salva?

O pesquisador de baleias Peter Teglberg Madsen, que participa de exames desse tipo há 25 anos, afirma que o objetivo central é esclarecer a causa da morte, o que pode indicar "se a baleia poderia ter sido salva ou não".

O uso da barcaça para o transporte de Timmy — necessário porque o animal não conseguia completar o trajeto sozinho — já havia sido amplamente criticado. Especialistas alertavam que a jornada poderia causar ainda mais estresse e levar ao afogamento após a soltura. A manobra de liberação também gerou controvérsia pelo uso de cordas na nadadeira caudal para puxá‑la de ré para fora da embarcação.

Para Madsen, a operação foi "pura crueldade animal". Segundo ele, tratava‑se de "um animal doente e emagrecido que não poderia ser salvo, e eles simplesmente deveriam tê‑la deixado em paz".

Alguns moradores da ilha turística — que tem cerca de 150 habitantes — expressaram frustração com a atenção e com a presença da carcaça em uma das principais praias.

A agência ambiental pediu que as pessoas não se aproximem do animal devido ao risco de infecção. A carcaça, inchada pelos gases da decomposição, também pode explodir.

Autoridades haviam desistido anteriormente de rebocar a baleia para águas mais profundas com o objetivo de levá‑la a um porto no continente.

gq (DPA, AP)

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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