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Guedes deve liberar R$60 milhões para Ibama, diz Salles

O dinheiro liberado pela Economia seria para ajudar na continuidade de ações de servidores do Ibama no combate às queimadas

23 out 2020
14h57 atualizado às 15h38
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14h57 atualizado às 15h38
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, vai liberar 60 milhões de reais para ajudar na continuidade de ações de servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em sua conta no Twitter nesta sexta-feira.

"Quero agradecer ao nosso Min. Paulo Guedes que acaba de me informar que deve liberar, ainda hoje, os 60 milhões necessários à continuidade das ações do Ibama no combate às queimadas e ao desmatamento ilegal. Tks PG!", afirmou Salles.

Animal morto em área atingida por queimadas no Pantanal
31/08/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Animal morto em área atingida por queimadas no Pantanal 31/08/2020 REUTERS/Amanda Perobelli
Foto: Reuters

Na quinta-feira, o Ministério do Desenvolvimento Regional já havia oferecido cerca de 30 milhões de reais para que o Ibama e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) tenham recursos a fim de retomar atividades de campo de combate a queimadas, segundo nota da pasta.

Mais cedo na quinta, o Ibama chegou a informar que a determinação para que os brigadistas que atuam no Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) se desmobilizassem fora decorrência da exaustão de recursos.

"Desde setembro, a autarquia passa por dificuldades quanto à liberação financeira por parte da Secretaria do Tesouro Nacional. Para a manutenção de suas atividades, o Ibama tem recorrido a créditos especiais, fundos e emendas. Mesmo assim, já contabiliza 19 milhões de reais de pagamentos atrasados, o que afeta todas as diretorias e ações do instituto, inclusive, as do Prevfogo", disse, em nota.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, o repasse de recursos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) para o Ministério do Meio Ambiente será realizado por meio descentralização de crédito, situação prevista em um decreto de julho e não será necessário haver publicação de portaria no Diário Oficial da União.

A pasta disse que a descentralização dos recursos está relacionada para "o crédito para ações de resposta aos incêndios florestais ainda não controlados e ao ressarcimento de despesas realizadas com o mesmo propósito".

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