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Agronegócio e ONGs apresentam ações para conter desmatamento

O documento encaminhado a Bolsonaro, sugere que a redução do desmatamento no curto prazo é de fundamental importância para o país

15 set 2020
20h23
atualizado às 20h36
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Uma coalizão formada por 230 representantes do agronegócio, de entidades não-governamentais (ONGs) e outros setores apresentou nesta terça-feira ao presidente Jair Bolsonaro e demais autoridades federais um pacote de seis ações a serem adotadas para buscar a redução rápida e permanente do desmatamento no Brasil, especialmente na área da Amazônia Legal.

O documento com as ações encaminhado a Bolsonaro, obtido pela Reuters, sugere que a redução do desmatamento no curto prazo -- "em alguns meses" -- é de fundamental importância para o país.

Vista aérea de área desmatada da Floresta Amazônica em Itaituba, no Pará
26/09/2019 REUTERS/Ricardo Moraes
Vista aérea de área desmatada da Floresta Amazônica em Itaituba, no Pará 26/09/2019 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

"Não somente pelo avanço das perdas socioambientais envolvidas, mas também pela ameaça que a destruição florestal na região impõe às questões econômicas nacionais. Há uma clara e crescente preocupação de diversos setores da sociedade nacional e internacional com o avanço do desmatamento", disse.

Diante da "gravidade da situação atual", foi formada a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, que congrega, por exemplo, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), dois dos maiores frigoríficos de carne bovina do país, a JBS e Marfrig, a WWF Brasil e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Dentre as seis ações contra o desmatamento, foram sugeridas: a) retomada e intensificação da fiscalização, com rápida e exemplar responsabilização pelos ilícitos ambientais identificados; b) suspensão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) que incide sobre florestas públicas e responsabilização por eventuais desmatamentos ilegais; c) destinação de 10 milhões de hectares à proteção e uso sustentável; d) concessão de financiamentos sob critérios socioambientais; e) total transparência e eficiência às autorizações de supressão da vegetação; e f) suspensão de todos os processos de regularização de imóveis com desmatamento após julho de 2008.

No documento, o grupo ainda destacou mobilizações inéditas de investidores e empresários anunciadas nas últimas semanas. O vice-presidente Hamilton Mourão e dirigentes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal também foram incitados a agir para acabar com o desmatamento da Amazônia.

Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) não respondeu de imediato a pedido do comentário da Reuters sobre o documento.

Este é mais uma lance no esforço que tanto o agronegócio quanto ONGs têm feito para conter o avanço do desmatamento no país, em especial na Amazônia, que tem prejudicado a imagem brasileira e também negócios e investimentos.

O desmatamento na floresta tropical amazônica do Brasil diminuiu em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, mostraram dados preliminares do governo na última sexta-feira, apesar de os incêndios terem piorado na região.

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