Golfinho que vive em Veneza está 'saudável' e é monitorado por especialistas
'Mimmo' está se alimentando e se recuperou de ferimentos
O golfinho conhecido como "Mimmo", que há cerca de um ano escolheu a lagoa de Veneza como habitat, está saudável e continua sendo acompanhado por especialistas italianos.
Segundo Sandro Mazzariol, do Departamento de Biomedicina Comparativa e Nutrição da Universidade de Pádua, o animal "está se alimentando e aparenta estar em boas condições de saúde".
As informações foram apresentadas durante uma reunião realizada no Museu de História Natural Giancarlo Ligabue, em Veneza, onde pesquisadores compartilharam os resultados mais recentes do monitoramento e observação do mamífero marinho.
De acordo com Mazzariol, Mimmo parece ter encontrado na lagoa veneziana "um lugar agradável para viver, por mais estranho que isso possa parecer".
O especialista destacou ainda que o golfinho se recuperou completamente de ferimentos sofridos no lado direito do corpo após um choque com hélices de barcos ocorrido no outono passado.
"Ele parece ter se adaptado muito bem ao intenso tráfego na Bacia de São Marcos", afirmou o pesquisador.
O acompanhamento semanal do animal é realizado pelo biólogo marinho Luca Mizzan, do Museu de História Natural. Segundo ele, golfinhos solitários frequentemente buscam interação com outras espécies para compensar a ausência de convivência com indivíduos do mesmo grupo ? e os humanos acabam sendo os principais alvos dessa aproximação.
Apesar disso, os especialistas alertam que qualquer tentativa de contato com Mimmo deve ser evitada. "Não devemos ceder a essas potenciais buscas de 'contato'. Não devemos ser tentados pelo charme inegável do animal", ressaltou Mizzan.
Ele também fez um apelo aos moradores e turistas para que resistam à tentação de se aproximar do golfinho apenas para registrar fotos ou vídeos para as redes sociais.
"O golfinho é uma espécie protegida. Mesmo tendo se tornado uma presença familiar na cidade, continua sendo um animal selvagem e deve permanecer assim", afirmou o biólogo. "Ele deve ser tratado com respeito e observado sempre a uma distância segura."
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