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A Grande Mancha de Lixo do Pacífico tem um problema: quanto mais o tempo passa, mais difícil fica recolher o plástico

1,8 trilhão de pedaços de plástico flutuam nas águas, cobrindo três vezes a área da França

21 jul 2026 - 11h19
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Lixo no oceano
Lixo no oceano
Foto: The Ocean Cleanup, Pexels / Xataka

A chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico (GPGP, na sigla em inglês) é a maior das cinco grandes concentrações de plástico existentes nos oceanos. Estima-se que cerca de 1,8 trilhão de pedaços de plástico flutuem na região, ocupando uma área de 1,6 milhão de km² — quase três vezes a extensão da França.

A ONG neerlandesa The Ocean Cleanup desenvolveu um sistema de limpeza com o qual já recolheu 50 milhões de quilos de plástico em diferentes ecossistemas aquáticos. O problema é que, a cada ano que passa, garrafas, redes e sacolas que flutuam na água se fragmentam em microplásticos, muito mais difíceis de recolher. Por isso, a organização mudou sua estratégia: recolher os resíduos antes que isso aconteça, usando IA, drones e modelos oceânicos.

Uma barreira de 2 quilômetros contra um oceano de plástico

Já se passaram quase três anos desde que a The Ocean Cleanup implementou pela primeira vez seu System 03 na Grande Mancha de Lixo do Pacífico. Trata-se de uma barreira flutuante de 2,2 quilômetros de comprimento, equipada com uma rede de 4 metros de profundidade que, rebocada por dois navios, faz uma lenta "varredura" do oceano. A organização afirma que, em condições ideais de eficiência, o sistema consegue limpar uma área equivalente a um campo de futebol a cada cinco segundos. Os resíduos são direcionados para uma área de retenção e, em seguida, içados para bordo dos navios, onde são separados para tratamento.

Desde então, esse trabalho gigantesco, aliado a outras estratégias, ...

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