Em setembro de 1941, o Atlântico estava tão calmo que isso ficou registrado na história; o fenômeno está se repetindo em 2026, e o problema está logo abaixo
Porque ainda restam aproximadamente dois meses de temporada e nenhum especialista considera 2026 encerrado
Em 2026, o Atlântico repete uma calmaria histórica inédita desde 1941, chegando ao pico da temporada sem registrar nenhum furacão, com a atividade ciclônica em apenas 7% do normal. Embora cinco tempestades tropicais tenham surgido, a circulação atmosférica impulsionada por um forte El Niño no Pacífico as dissipou precocemente. No entanto, essa aparente tranquilidade é ilusória e preocupante, pois o oceano segue acumulando grande quantidade de calor e energia sob a superfície.
O Atlântico chegou ao momento em que, estatisticamente, deveria estar produzindo mais furacões, mas ocorre justamente o contrário: não se formou nenhum. De fato, é preciso voltar a 1941 para encontrar uma temporada que tenha avançado tanto sem um furacão, e a atividade acumulada está em apenas 7% do habitual.
Acontece que a imagem de um oceano excepcionalmente tranquilo é enganosa. A mesma atmosfera que está destruindo as tempestades está permitindo que, abaixo delas, o Atlântico acumule calor e energia.
85 anos sem ver nada igual
O dia 10 de setembro marca tradicionalmente o pico da temporada de furacões no Atlântico, mas 2026 chegou a essa data sem produzir nenhum. Surgiram cinco tempestades tropicais, mas todas enfraqueceram antes de atingir os 119 km/h necessários para se tornarem furacões.
Como mencionado, desde 1941 não se chegava tão longe em uma temporada nessa situação. Se considerarmos apenas os registros confiáveis da era moderna, o recorde fica ainda mais claro: nunca, desde que existe um monitoramento suficientemente completo do oceano, o surgimento do primeiro furacão havia sofrido um atraso tão grande.
E a anomalia não se limita ao número de tempestades: a atividade ciclônica acumulada está em aproximadamente 7% do normal para esta época do ano.
O culpado está a milhares de quilômetros de distância
A explicação principal começa no Pacífico equatorial, onde um El Niño excepcionalmente intenso está reorganizando a circulação atmosférica em escala planetária. O ...
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