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ICMBio requisita criadouro para conter circovírus em ararinhas-azuis na Bahia

Medida emergencial ocorre em Curaçá após encerramento de atividades da mantenedora privada

18 set 2026 - 10h48
(atualizado às 10h57)
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Resumo
ICMBio requisitou o Criadouro Conservacionista Ararinha-Azul, em Curaçá (BA), após casos de circovírus em 34 ararinhas-azuis, assumindo cuidado das aves por pelo menos 90 dias devido à desassistência da mantenedora privada.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) determinou a requisição administrativa de estruturas e equipamentos do Criadouro Conservacionista Ararinha-Azul, em Curaçá, no interior da Bahia. O ato foi publicado nesta sexta-feira (18), no Diário Oficial da União.

Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra

A medida sanitária e de custódia abrange 34 indivíduos de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) que testaram positivo para circovírus, diante do encerramento das operações pela empresa mantenedora licenciada e do risco iminente de desassistência das aves.

A Fazenda Ararinha-Azul, situada no Povoado Cabaceiras, fica a aproximadamente 40 quilômetros da zona urbana municipal, em trecho isolado com acesso por estrada de terra, o que impede deslocamentos contínuos e exige a permanência dos profissionais no endereço.

Quais instalações foram requisitadas?

A determinação engloba a guarita de controle de acesso, a unidade habitacional com três suítes, a oficina de suporte e o gerador de energia elétrica. O órgão federal também assumiu o setor clínico, formado por sala veterinária, berçário e cozinha para o preparo das duas refeições diárias das aves, fornecidas às 6h e às 14h.

O complexo inclui ainda 16 viveiros reprodutivos, divididos igualmente entre os setores direito e esquerdo, além de áreas de circulação reservadas ao isolamento biológico.

Qual é a duração da intervenção?

A intervenção pública tem validade inicial fixada em 90 dias a partir da imissão na posse, período prorrogável por tempo equivalente caso persista o perigo sanitário. A execução técnica cabe à Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias, responsável por enviar relatórios mensais sobre o quadro dos animais à presidência da autarquia.

O encerramento do processo administrativo ocorrerá com a conclusão do protocolo de testagem seriada e a destinação final das aves. Se houver resistência ao cumprimento do ato, o órgão poderá acionar força policial e encaminhar eventuais infrações à Polícia Federal, no âmbito do processo judicial, que tramita na Justiça Federal.

TerrAI Este conteúdo contou com o apoio de Inteligência Artificial na produção do texto ou na apuração das informações, sob supervisão da equipe de jornalistas do Terra.
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