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TSE não anulou eleição de Nikolas Ferreira para deputado federal

6 abr 2023 - 15h45
(atualizado em 6/4/2023 às 17h47)
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Não é verdade que uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tenha cassado o mandato de Nikolas Ferreira (PL-MG) para deputado federal, como afirmam publicações nas redes. A sentença mencionada pelas peças de desinformação é referente às eleições municipais de 2020 e determina que o PRTB, partido pelo qual Ferreira se elegeu vereador naquele ano, tenha seus votos anulados para a Câmara Municipal de Belo Horizonte. Isso fez com que Uner Augusto (PRTB), suplente que assumiu o cargo de vereador quando Ferreira tomou posse como deputado, perdesse o mandato.

Publicações com o conteúdo enganoso acumulam centenas de compartilhamentos no Facebook até a tarde desta quarta-feira (5) e circulam também no WhatsApp, plataforma na qual não é possível estimar o alcance (fale com a Fátima).

Selo falso

TSE anula eleição de Nikolas Ferreira por fraude em BH
Posts enganam ao afirmar que o TSE anulou a eleição de Nikolas Ferreira para deputado federal
Posts enganam ao afirmar que o TSE anulou a eleição de Nikolas Ferreira para deputado federal
Foto: Aos Fatos

Uma decisão do TSE que anulou os votos recebidos pelo PRTB no pleito municipal de 2020 em Belo Horizonte tem sido difundida nas redes para afirmar que o deputado federal Nikolas Ferreira teve seu mandato na Câmara cassado, o que não é verdade. A sentença não tem qualquer relação com as eleições de 2022, que elegeram Ferreira parlamentar pelo PL. Já o PRTB, partido pelo qual o político mineiro se elegeu vereador em 2020, deve perder uma das cadeiras conquistadas na Câmara de Vereadores da capital mineira naquele ano.

A anulação dos 42.202 votos recebidos pelo PRTB nas eleições municipais de Belo Horizonte foi determinada pelo TSE na última sexta-feira (31), após o tribunal decidir que a sigla fraudou a cota de gênero nas eleições de 2020. Por lei, o partido precisa cumprir a cota mínima de 30% de representantes do gênero feminino, o que não aconteceu.

Com a anulação, o vereador Uner Augusto (PRTB) perdeu o mandato. Ele atuava como suplente de Ferreira e assumiu o posto na Câmara municipal após o mineiro tomar posse como deputado federal no início deste ano.

De acordo com o TSE, quatro mulheres tiveram seus dados usados pelo partido para lançar candidaturas falsas e burlar as regras estabelecidas pela lei eleitoral. "Entre os indícios de provas que levaram a esse resultado, está o fato de algumas das mulheres terem votação zerada — ou seja, nem mesmo a candidata apoiou sua candidatura —, ausência de gastos eleitorais e nenhuma realização de campanha eleitoral por parte das mulheres, que inclusive pediam votos para candidatos homens", diz a decisão.

A ação julgada pelo TSE foi ajuizada pelo PSOL. Depois de ser absolvido em duas instâncias do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Minas Gerais, o PRTB foi condenado pelo TSE. A retotalização de votos que determinará para qual partido será destinada a vaga do PRTB está marcada para 18 de abril.

Em publicação nas redes, Ferreira atribuiu ao PRTB a responsabilidade pelo ocorrido. Já Augusto declarou ao jornal O Estado de S. Paulo que pretende recorrer da decisão.

Origem. As peças de desinformação compartilham o título de uma reportagem publicada pela revista Fórum às 20h57 da última segunda-feira (3) para alegar que Ferreira havia perdido o cargo de deputado federal. Compartilhado pela Fórum no Twitter, o conteúdo acumulava 1,5 milhão de visualizações até a manhã desta quarta (5). Em nenhum momento do texto, no entanto, é mencionado que Ferreira teria perdido o mandato no Congresso Nacional.

Na manhã da última terça (4), a Fórum fez um outro post no Twitter para divulgar o mesmo texto, mas com título diferente: "TSE anula eleição de Nikolas Ferreira por fraude em 2020".

A revista Fórum afirmou ao Aos Fatos nesta quinta-feira (6) que a reportagem foi publicada duas vezes em razão de um erro no sistema de gerenciamento do site. A publicação disse avaliar que os títulos dos conteúdos veiculados não são enganosos e que a alteração foi feita apenas para dar maior clareza à notícia.

Referências:

1. TSE (Fontes 1, 2 e 3)

2. Estado de Minas

3. O Estado de S. Paulo

4. Fórum

5. Twitter (Fontes 1 e 2)

ATUALIZAÇÃO: Esta checagem foi atualizada às 17h38 do dia 6 de abril de 2023 para incluir o posicionamento enviado pela revista Fórum.

Aos Fatos
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