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Trump ameaçou Coreia do Norte com 'fogo e fúria' em 2017, não recentemente

FALA QUE CIRCULA FORA DE CONTEXTO NAS REDES SOCIAIS É DO PRIMEIRO MANDATO DO PRESIDENTE DOS EUA, EM RESPOSTA A AVANÇOS MILITARES DO PAÍS ASIÁTICO

12 mar 2026 - 14h57
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O que estão compartilhando: que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria ameaçado a Coreia do Norte com "fogo e fúria como o mundo nunca viu". A declaração seria indício de um iminente conflito entre os dois países.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: falta contexto. A declaração de Trump é antiga, de 2017. À época, as relações dos EUA com a Coreia do Norte estavam tensionadas em razão de recorrentes manifestações provocativas de lado a lado. O regime do ditador Kim Jong-un alardeava o poderio do arsenal bélico norte-coreano, sobretudo o armamento nuclear. Em resposta ao que entendia como ameaças, os EUA respondiam com alertas de retaliação imediata e em grande escala.

Saiba mais: postagens que circulam nas redes sociais destacam um trecho do discurso que Trump fez em 8 de agosto de 2017, primeiro ano do governo dele, em um complexo de golfe em Bedminster, no Estado de Nova Jersey. "É melhor a Coreia do Norte não fazer mais ameaças aos Estados Unidos. Eles serão recebidos com fogo e fúria, como o mundo nunca viu", disse.

Trump chegou ao poder com Washington e Pyongyang trocando advertências. Diante das informações de que o regime de Kim Jong-un estava cada vez mais perto de conseguir atingir os EUA com armas nucleares, a Casa Branca contra-atacava.

A declaração estava relacionada à informação de que, segundo serviços de inteligência dos EUA, o país asiático havia conseguido miniaturizar uma ogiva nuclear para acoplá-la em um míssil intercontinental.

Em setembro daquele ano, o então secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, prometeu uma "grande resposta militar" para "qualquer ameaça" da Coreia do Norte ao território americano, incluindo a Ilha de Guam, no Pacífico, e a seus aliados, referindo-se a Coreia do Sul e Japão, sobre o qual o regime de Pyongyang havia disparado um míssil.

Desde então, a animosidade entre Trump e Kim Jong-un tornou-se recorrente. Apesar disso, eles já se encontraram pessoalmente em três ocasiões. Na segunda reunião, em junho de 2019, pela primeira vez um presidente americano pisou em território norte-coreano.

Apesar das hostilidades, Trump e Kim Jong-Un podem se encontrar pela quarta vez em 2026

Em meio à atual crise geopolítica provocada pelos ataques de EUA e Israel contra o Irã, não há registros de novos duelos verbais entre Trump e Kim Jong-un. Há, inclusive, a expectativa de um quarto encontro programado para 2026.

Nas mais recentes manifestações oficiais, a Coreia do Norte apoiou a escolha do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e acusou EUA e Israel de "minarem a paz regional". Antes, já havia classificado o ataque ao Irã como um "ato ilegal de agressão".

Na terça-feira, 10, Kim Yo-Jong, irmã de Kim Jong-Un e figura influente na linha de comando, alertou para "consequências terríveis" de manobras militares conjuntas de EUA e Coreia do Sul. Os exercícios, que mobilizarão cerca de 18 mil militares até 19 de março, são avaliados por Pyongyang como "ensaios para uma invasão". Mas não são conhecidas manifestações de Trump ou Kim Jong-Un sobre o assunto.

Estadão
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